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DECLARAÇÃO | Flavia Valle: “Exigimos que a base tenha direito de participação e fala no Conselho Geral do Sind-UTE/MG”

Nessa quarta-feira (7), o sindicato de trabalhadores da educação de Minas Gerais, Sind-UTE/MG chamou a paralisação da categoria e realizará o Conselho Geral de representantes, devido ao retorno inseguro das aulas decretado pelo governador Romeu Zema e pelas prefeituras. E nesse conselho será debatido, entre outros pontos, o indicativo de greve sanitária. Conversamos com Flavia Valle, professora da rede estadual de Minas Gerais, sobre o retorno inseguro das aulas e a organização da categoria. Leia a seguir:

terça-feira 6 de julho | Edição do dia

“Enquanto o governador Romeu Zema (NOVO) e as prefeituras, como a de Marília Campos (PT) em Contagem, preparam o retorno inseguro das aulas, seguindo os passos dados pelo prefeito Alexandre Kalil (PSD) em Belo Horizonte, os trabalhadores da educação se organizam contra o retorno inseguro das aulas e contra o governo genocida de Bolsonaro e Mourão.

E vamos paralisar nossas atividades amanhã, seguindo o chamado do sindicato, apesar deles não terem construído na base essa paralisação. Mas é uma ação que ainda assim é uma forma de resistência frente ao retorno inseguro.

Isso depois de enfrentarmos um ano e meio de jornadas múltiplas nas escolas com o ensino remoto e assédio moral por parte de gestões escolares, inspetores, principalmente aqueles que resolveram seguir a cartilha de ataques do Zema, como aconteceu na escola em que trabalho e que é a realidade de muitas outras escolas no estado.

E nessas situações, em muitas escolas os trabalhadores da educação se viram isolados e sem apoio sindical para a realidade da categoria. Com exceção de poucas escolas em que os professores buscaram se auto-organizar contra esse tipo de ataque, resistindo junto aos colegas de trabalho, como foi o caso da escola em que trabalho. E ainda assim tivemos que ver muitos ataques serem implementados contra trabalhadores, estudantes e a comunidade escolar.

E agora, no único espaço de deliberação da categoria convocado pelo nosso sindicato “Enquanto o governador Romeu Zema (NOVO) e as prefeituras como a de Marília Campos (PT) em Contagem preparam o retorno inseguro das aulas, seguindo os passos dados pelo prefeito Alexandre Kalil (PSD) em Belo Horizonte, os trabalhadores da educação se organizam contra o retorno inseguro das aulas e contra o governo genocida de Bolsonaro e Mourão.

Não é justo que nesse momento a base de trabalhadores que é linha de frente das lutas e de nossas últimas greves contra Zema e todos os ataques não possam ter o direito democrático de participar desse espaço com direito a fala! Ainda mais quando o Conselho Geral da nossa categoria vinha sendo aberto a participação e fala de quem não é conselheiro mas está na linha de frente das lutas. E isso se deu por pressão da base e apesar da vontade da direção sindical.

Isso tudo só reforça a existência de uma direção burocrática do Sind-UTE/MG que quer impedir que sejam os trabalhadores a tomar os rumos da mobilização e da luta contra Zema, contra os ataques e contra o retorno inseguro.

Por isso nós do movimento Nossa Classe, junto a professores de várias escolas e regiões do estado e de subsedes como a do Barreiro em Belo Horizonte, exigimos o direito elementar de participação e de fala da base da categoria no Conselho Geral, com todas as condições técnicas garantidas pelo sindicato, como vem fazendo dezenas de categorias pelo país para organizar fóruns de deliberação com milhares de trabalhadores de suas bases.

Sem fóruns democráticos de nossa categoria há cerca de um ano e meio e o governo Zema e as prefeituras impondo o retorno inseguro, pergunto: a direção do Sind-UTE/MG vai vetar a participação e direito a fala da base nesse espaço?”

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