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PANDEMIA RIO DE JANEIRO

Fiocruz alerta que rede de saúde do RJ já está em colapso com aumento de casos de Covid-19

Grupo de pesquisadores da Fiocruz divulgaram análises de superlotação e problemas de estrutura e atendimento nos hospitais e assistência básica da rede de saúde pública do Rio de Janeiro por conta do aumento de casos da Covid-19.

quinta-feira 3 de dezembro de 2020| Edição do dia

Foto: Guito Moreto/Agência O Globo

Nesta quarta-feira, 02, foi divulgada uma nota técnica do grupo de estudos da Fiocruz, Monitora Covid-19, alertando que a rede de saúde pública da cidade do Rio de Janeiro está em colapso. Os pesquisadores indicam que não somente os hospitais estão superlotados e com problemas de estrutura e atendimento, mas também a assistência básica enfrenta problemas.

Na rede pública esta semana mais de 150 pessoas aguardavam por um leito de UTI na região metropolitana, que abarca não só a capital carioca, mas também a Baixada Fluminense. No final do mês de novembro, o único hospital de campanha ativo no Rio de Janeiro chegou ao limite de vagas, indicando a superlotação e colapso. Na rede privada a situação também vem se agravando, em que 98% dos leitos de UTI já estão ocupados.

Os especialistas apontam que esse novo colapso se dá pelo aumento de casos de covid-19 e se expressa em problemas para os pacientes de outras doenças e complicações que não têm conseguido atendimento nos hospitais.

Um dos dados analisados pelos pesquisadores da Fiocruz para perceber o colapso é o número de mortes em setembro e outubro, isto é, 1.100 a mais do que o esperado para o período, indicando que o sistema de saúde não conseguiu retornar ao que seria sua “normalidade” depois da crise pandêmica de abril e maio.

Segundo Christovam Barcellos, membro do Monitora Covid-19 e pesquisador da Fiocruz, “o pico de agora é menor, mas a capacidade do sistema de saúde piorou. É um colapso gerado agora pelo próprio sistema. Isso foi avisado que poderia acontecer caso tivéssemos um novo aumento de casos”. Completou ainda que a crise não está somente nos hospitais, mas também em toda a atenção primária, atingindo pessoas com diversos problemas.

O grupo de pesquisa ainda alerta para a preocupação do aumento do número de casos do coronavírus e o colapso da rede de saúde pública estarem ocorrendo próximo às festas e comemorações de fim de ano, em que poderá aumentar ainda mais a contaminação da Covid-19, além de “normalmente” ser um período com alta procura de atendimento médico e hospitalar.

Diante deste colapso o grupo Monitora Covid-19 da Fiocruz deixou bastante claro como é urgente que haja um reforço na estrutura hospitalar para não piorar e aprofundar o quadro de colapso, sendo responsabilidade da prefeitura e governo do estado do Rio de Janeiro.

Veja mais: Negacionismo de Crivella deixa o Rio de Janeiro a mercê da segunda onda de Covid-19




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