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DEMAGOGIA NO COMBATE À PANDEMIA | Fingindo preocupação com pandemia, Bolsonaro avalia retirar Pazuello após 278 mil mortes

Ao longo deste domingo (14) circulou nas redes que Pazuello deixará o Ministério da Saúde após quase 300 mil mortes por coronavírus no país. Entre alguns nomes cotados, o presidente negacionista Bolsonaro se reuniu ontem no Palácio da Alvorada com uma possível substituta.

segunda-feira 15 de março | Edição do dia

Imagem: Erasmo Salomão/MS

Em meio ao aprofundamento agudo da pandemia e após pressão do centrão, Bolsonaro está buscando novo nome para ocupar o cargo de Ministro da Saúde no lugar do General Eduardo Pazuello. O militar deixará o cargo após apenas 6 meses, mas com um legado de centenas de milhares de mortes.

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Ainda ontem (14), Bolsonaro se reuniu com a médica Ludhmila Hajjar, um dos nomes cotados para o cargo. Ao passo que o nome de Ludhmila agradou juízes do STF, parte do centrão e demais autoridades, com o presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL) defendendo-a em seu twitter, os bolsonaristas atacaram frontalmente essa opção.

Também foram cotados nomes como Marcelo Queiroga, presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia, e o deputado federal Luiz Antonio Teixeira Jr. (PP-RJ).

Contudo, em meio a declarações contraditórias sobre a saída do General Pazuello, o atual ministro da saúde declarou ontem que não sairia do cargo nem estava doente, conforme havia circulado pela mídia. Ainda assim, está quase certo que sua saída será confirmada ainda hoje, devido à forte pressão do centrão frente a catástrofe pandêmica no país.

Enquanto o centrão culpabiliza a gestão de Bolsonaro pela escalada de mortes e contaminados por COVID, defendendo a saída de Pazuello do Ministério da Saúde, retira sua responsabilidade direta pela situação de calamidade do país. Uma resposta séria para combater a pandemia não veio nem de Pazuello, muito menos de Bolsonaro e nem do centrão que, por sua vez, segue as regras do jogo de acordo com seus próprios privilégios.

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