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URGENTE | Ferroviários da CPTM das linhas 7,8,9 e 10, entrarão em greve nessa quinta-feira

Ferroviários de São Paulo, das linhas 7, 8, 9 e 10, cruzarão os braços nesta quinta-feira desafiando o arrocho salarial imposto por Doria e pela empresa e toda ofensiva de precarização do trabalho e privatizações em curso.

quinta-feira 15 de julho | Edição do dia

Os ferroviários estão sem receber reajuste salarial desde 2019, sofrendo, como muitos trabalhadores do país uma crescente precarização nas condições de vida. A inflação oficial dos últimos 12 meses está em cerca de 10%, mas na bomba de gasolina, na fila do supermercado todos nós sabemos que é muito maior. Essa perda salarial significa muito maior dificuldade para pagar contas, cada vez mais altas como vemos nos combustíveis e na energia elétrica.

O arrocho salarial imposto por Doria é parte de sua ofensiva privatista em São Paulo. Linhas da CPTM e do Metrô tem sido entregues a empresas privadas que além de embolsarem os investimentos públicos, o dinheiro dos bilhetes ainda recebem bilhões de subsídios.

A insatisfação dos ferroviários vai além das questões salariais, também é decorrente da insatisfação com a privatização das linhas 8 e 9 e o imenso aumento na intensidade do trabalho decorrente de falta de pessoal na empresa, com muito afastamentos em meio à pandemia.

A greve de amanhã envolve os trabalhadores das linhas 07-Rubi que percorre a cidade de Jundaí ao Brás na Capital, a linha 8 (privatizada) que vai de Amador Bueno a Estação Júlio Prestes na capital, a linha 9 Esmeralda (privatizada) que une o bairro de Grajaú à cidade de Osasco e 10 turquesa que une o ABC Paulista a Estação Brás.

Segundo informações oficiais essas linhas movimentam 3 milhões de passageiros por dia, e a precarização das condições de trabalho dos ferroviários tem significado diariamente piores condições de transporte para milhões de trabalhadores.

A greve de amanhã, organizada por 2 sindicatos da categoria dirigidos pela UGT não foi acompanhada pelo sindicato dirigido pela CUT que marcou greve para dia 20. Ao mesmo tempo a UGT, ligada ao centrão que é base de apoio de Bolsonaro, passa longe de organizar a luta pela base para vencer, com os trabalhadores decidindo os rumos da mobilização. A divisão até dentro da mesma categoria só serve para enfraquecer os trabalhadores. A organização pela base e a unidade dos trabalhadores ferroviários e de todos trabalhadores do transporte é crucial para derrotar os ataques de Doria.

O sindicato dos metroviários de São Paulo emitiu nota em apoio à greve dos ferroviários:

Fernanda Peluci, diretora do sindicato dos metroviários pela chapa 4 Nossa Classe, militante do MRT e do Esquerda Diário declarou: “apoiamos os companheiros ferroviários em sua greve que começa nessa meia-noite. É crucial a unidade dos trabalhadores do transporte para juntos enfrentarmos os ataques de Doria. Batalharemos para que os metroviários desenvolvam a solidariedade aos ferroviários e possamos contribuir para sua vitória. Lutamos para construir a organização dos trabalhadores buscando sua unidade entre os vários sindicatos das categorias e pela organização democrática para que possamos enfrentar com toda a força e derrotar as privatizações, a falta de pessoal, o arrocho salarial, as terceirizações. Esses ataques, incluindo as passagens caras, atingem não somente a nós trabalhadores do transporte mas cada trabalhador que usa o transporte público privatizado, precarizado, para aumentar o lucro de empresas como a ViaQuatro e outras.”

O Esquerda Diário manifesta seu apoio aos ferroviários e irá cobrir os desenvolvimento dessa importante greve no dia de amanhã.




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