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PLENÁRIA NACIONAL DA FAÍSCA | Fe Peluci (Metrô SP): "o que eles temem é a unidade dos trabalhadores com os estudantes"

Na plenária aberta nacional da Juventude Faísca, que teve lugar neste domingo (23/05), Fernanda Peluci, trabalhadora do metrô de São Paulo e dirigente do sindicado falou saudando a unidade da luta dos estudantes e trabalhadores, não só contra os ataques aos direitos e à educação, mas na luta contra Bolsonaro, Mourão e o regime de conjunto

segunda-feira 24 de maio | Edição do dia

Fernanda Peluci, diretora do Sindicato dos Metroviários de São Paulo pela Chapa 4 - Nossa Classe, fala da potente greve levada a frente na última semana contra os cortes de diretos de Doria e da chefia do metrô, por vacina para todos e por transporte público de qualidade! Ressalta a importância do apoio da juventude nessa luta, assim como o potencial e força dessa unidade, entre estudantes e trabalhadores, para fortalecer e fazer avançar tanto as lutas do momento, como a perspectiva revolucionária, lutando contra Bolsonaro, Mourão, e o conjunto do regime golpista. Fala, também, dos limites impostos pelas burocracias sindicais e estudantis, tanto à luta, como a essa necessária unidade, para indicar a necessidade de uma alternativa que supere essas barreiras e construa uma forte luta unificada!

"Boa tarde a todos e todas, pra mim é um prazer muito grande poder participar dessa plenaria da juventude faísca com tantos estudantes do Brasil inteiro!

Eu sou metroviária de SP e nessa ultima semana a gente realizou uma greve muito forte contra a retirada de direitos do Doria e do Metrô. Nós metroviários a gente trabalhou todos os dias da pandemia, passamos de mil contaminados e dezenas de colegas mortos por covid numa categoria que tem pouco mais de 7 mil trabalhadores, e enfrentando a tentativa de avanço da privatização e precarização do transporte publico por parte do Doria.

Porque, pra nós da Chapa 4 - Nossa classe, a nossa luta não é somente pela garantia dos nossos direitos, mas sim por um transporte publico de qualidade. Lutamos também por vacina para os terceirizados do Metrô e para toda população, e nós enfrentamos na última quarta-feira o governador Doria e uma intensa campanha contra os metroviários na mídia, que passou o dia inteiro falando contra a nossa greve.

E apesar da campanha forte que fizeram não contiveram o apoio da população à nossa luta. Foi muito emocionante ver a população nos piquetes aplaudindo nossas falas, e o apoio nas redes sociais. E já nas primeiras horas da greve, na terça-feira a noite, os estudantes da Faísca estavam juntos nos piquetes da greve, lado a lado dos metroviários.

Pode parecer pouco este gesto, mas nesses momentos tão determinantes pra uma luta como essa, uma greve dos transportes em meio à pandemia, quando cada grevista aguarda a reação dos passageiros do transporte ao se deparar com o Metrô em greve, nos fortalece muito podemos contar com apoio de outros setores. Tinha uma faixa enorme dos estudantes apoiando os metroviários na estação Jabaquara com dezenas de estudantes da Faísca, foi muito emocionante.

Se nós conseguimos manter um dia de greve forte, foi graças ao apoio popular que tivemos, do qual vcs foram parte importante, por isso nós somos muito gratos por isso. Também tivemos o apoio do Esquerda Diario o dia inteiro dessa luta com muitos artigos expressando o apoio da população, e nos fortaleceu mto. A nossa greve poderia ter conquistado mais, dobrando a intransigência do Dória, mas nossa luta ainda não acabou, seguimos mobilizados pq ainda não está garantido nossos direitos, e seguimos precisando do apoio de vocês.

Infelizmente a maioria do nosso sindicato defendeu o término da greve sem nenhuma garantia. Nosso sindicato é formado por diferentes chapas, nós da chapa 4 somos minoria, e como parte das outras chapas estão tanto a burocracia do PT e PCdoB, como as correntes de esquerda do PSOL e PSTU. E apesar da forte greve que estavamos fazendo todas as outras chapas defenderam se retirar da greve com uma mão na frente e a outra atrás, apenas com promessas da justiça burguesa.

E durante a greve, quando a maioria do Sindicato teve a oportunidade de se ligar com a população com falas na televisão, potencializando o apoio que já tinhamos, não o fez. Falou de forma bastante corporativista das nossas demandas, sem colocar com peso a relação dessa luta com a defesa do transporte público de qualidade para a população que sofre com a superlotação do metrô, nem falou de vacina para todos. Isso pra gente enfraquece a nossa própria luta pelas demandas econômicas e salariais. Porque o objetivo da burguesia e da midia é sempre nos dividir, e nossa luta tem que ser inversa a isso, pq o que eles mais temem é a nossa unidade, dos metroviários com a população, dos trabalhadores com os estudantes

E nós estamos cientes e acompanhando os ataques que vocês estudantes estão sofrendo na educação com cortes bilionários no orçamento pra educação. Podem contar conosco no que pudermos ajudar na batalha por uma educação pública e de qualidade para todos. Dia 29 será uma oportunidade para unificarmos todas as nossas lutas nas ruas contra os ataques de Bolsonaro e dos governadores"




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