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Justiça por Kathlen! | Família de Kathlen, jovem assassinada pela policia, relata abusos policiais no dia da morte

Durante audiência que ocorreu na Auditoria da Justiça Militar do Rio sobre o caso de assassinato por parte da polícia de Kathlen de Oliveira Romeu, no dia 8 de junho de 2021, aos 24 anos, no Complexo do Lins, zona norte do Rio de Janeiro, familiares da jovem relataram abusos policiais, sendo ouvidas nove testemunhas de acusação. Chega de vidas e sonhos interrompidas pelas mãos do Estado! Kathlen presente!

terça-feira 17 de maio | Edição do dia

Imagem: Reprodução

Sendo acusados de fraude processual, por terem alterado a cena onde a jovem morreu, cinco policiais militares são réus no processo. Kathlen estava grávida e foi brutalmente baleada pela polícia.

Relembre o caso: Kathlen é mais uma vida negra ceifada pela polícia, Castro e Bolsonaro são responsáveis

Sayonara de Fátima Queiroz de Oliveira, avó de Kathlen, disse que o local estava calmo, havendo inclusive crianças brincando na rua quando escutou barulhos de tiro e a vítima caiu no chão, baleada.

Sayonara também diz que um dos policiais presentes no local tentou impedi-la de acompanhar a neta, que foi levada para o hospital em um camburão.

Jackeline Oliveira, mãe de Kathlen, disse que moradores do bairro confirmaram o relato da avó, dizendo que não havia confronto entre traficantes e policiais no momento da morte.

"Kathlen teve sua vida interrompida por homens de farda, que deveriam nos proteger. Isso é o retrato da covardia. Minha filha era muito querida, educada, estudiosa, saudável, feliz, linda", disse a mãe. "Ela era uma inspiração para outras meninas da comunidade. Hoje eu sou uma mãe sem filha, uma avó sem neto. Fui condenada eternamente à dor".

Luciano dos Santos Gonçalves, pai da jovem, contou ter recebido um vídeo de uma testemunha que mostra policiais recolhendo cartuchos no chão, logo após a morte. O vídeo faz parte do processo que tramita na Justiça.

Uma nova audiência foi marcada para o dia 27 de junho, quando outra testemunha de acusação será ouvida.

Bolsonaro, com seu discurso reacionário e racista, fortalece a polícia e os milicianos, levando a uma escalada brusca da violência policial em vários estados, tendo como consequência o assassinato de centenas de jovens negros pelas balas da polícia racista, assim como o aumento das denúncias de injúria racial, além dos ataques a terreiros de candomblé e umbanda.

No último dia 12, às vésperas do 13 de Maio, no Rio de Janeiro, a polícia civil derrubou o memorial dos 27 assassinados na chacina do Jacarezinho. Uma cena revoltante que nos enche de ódio também contra o bolsonarista Claudio Castro.

Já se passaram quase um ano da morte de Kathlen e até agora a justiça não foi feita. Somente confiando nas nossas próprias forças, na força de mobilização do povo negro, juventude e trabalhadores, é que vamos conseguir arrancar justiça das mãos do Estado burguês, que segue e seguirá matando milhares de jovens negros diariamente por meio da polícia racista.

Nós do Esquerda Diário defendemos uma investigação independente, organizados por membros da comunidade e trabalhadores. Também defendemos o fim dos autos de resistência e das operações nas favelas, assim como o fim da polícia, essa organização intrinsecamente racista, e para que juízes sejam eleitos e revogáveis a qualquer momento. Apenas a unidade da classe trabalhadora, com o movimento negro e setores oprimidos é capaz de ter força para colocar essas exigências. Chega de vidas e sonhos interrompidas pelas mãos do Estado! Kathlen presente!




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