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Faísca Unicamp convida para o debate: quais os próximos passos contra Bolsonaro e Mourão?

Na próxima segunda-feira, 07/06, a juventude Faísca - Anticapitalista e Revolucionária da Unicamp fará uma atividade online com participação de estudantes da UFSCAR para debater quais os próximos passos depois do dia 29M. Participe você também!

sexta-feira 4 de junho| Edição do dia

O dia 29 mostrou nas ruas o grande ódio da juventude e de outros setores da população a Bolsonaro. O presidente, ao lado de Mourão e dos militares, é responsável pelas mais de 460 mil mortes por Covid no Brasil, pelo desemprego e pela fome.

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Por outro lado, outros setores como os governadores, o congresso nacional e até mesmo o STF apesar de tentarem se colocar como oposição ao governo federal, têm um ponto de acordo entre si: descarregar a crise nas costas dos trabalhadores e povo pobre. Não a toa Doria aplaudiu a MP de Bolsonaro que permitiu corte de salários e suspensão de contratos em plena pandemia.

Diante desse cenário, na Unicamp também sentimos a crise. No ano passado a reitoria de Marcelo Knobel tentou aprovar novos critérios para bolsas estudantis que significaria restringi-las ainda mais. Não é novidade a situação da moradia estudantil que ficou sem luz por um tempo em 2021 devido a problemas elétricos. Além disso, também vimos o descaso da reitoria com as trabalhadoras terceirizadas que não pararam de ir presencialmente por nenhum momento sem direitos aos EPIs necessários, e agora têm seus empregos em risco. Tom Zé, novo reitor, apesar de tentar se colocar como defensor dos estudantes, está do lado oposto, o que é escancarado com seu apoio a parcerias público privadas na Universidade.

Essa crise só pode ser respondida de uma maneira: com a unidade das universidades federais com estaduais, junto com a potente aliança dos trabalhadores com a juventude. Esse é o caminho oposto do que quer o PT e PCdoB, que através da UNE e dos sindicatos que dirigem, como CUT e CTB convocam os atos com apenas um objetivo: desgastar o governo para eleger Lula em 2022. O grande problema disso é que Lula está negociando com diversas figuras como FHC, Sarney e Kassab, buscando preservar suas alianças com golpistas e burgueses, que também são responsáveis por todos os ataques que foram implementados desde o golpe, e que Lula já sinalizou que não serão revertidos por ele.

É com a perspectiva de batalhar por uma saída independente dos trabalhadores e juventude, sem ilusões nas saídas reformistas e conciliatórias do PT, que nós da Juventude Faísca chamamos o debate de quais devem ser os próximos passos após o 29M.

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