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Faculdade de Educação da Unicamp declara apoio à greve dos correios

Na última quarta-feira, 26, os alunos e professores da Faculdade de Educação da Unicamp, por proposta da Juventude Faísca, aprovaram na congregação da faculdade uma moção de apoio demonstrando solidariedade à greve dos trabalhadores dos Correios.

domingo 30 de agosto| Edição do dia

Foto: (Fernando Frazão/Agência Brasil)

Os trabalhadores dos Correios entraram em greve nacional dia 18 de agosto contra os ataques de Bolsonaro, Guedes e do general Floriano Peixoto (presidente dos Correios), que querem retirar diretos conquistados pela categoria e avançar na privatização da estatal.

Os trabalhadores dos Correios foram uma das categorias mais afetadas pela pandemia, trabalhando desde o início sem o fornecimento de EPI adequados e sem liberação remunerada para os grupos de risco.

Estão sendo feitos ataques severos aos direitos e auxílios da categoria, como o retiro de 70 dos 79 pontos do Acordo Coletivo (que deveria ser mantido em vigência até 2021) - e em meio à pandemia, com o medo constante do contágio, da fome e da perda do emprego e da renda. Alguns dos ataques são a redução do tempo de licença-maternidade de 180 dias para 120 dias; aumento no desconto do plano de saúde na folha de pagamento, alteração negativa a jornada de 40 horas, fim da cláusula sobre acidente de trânsito para motorista, redução desumana de um salário que em média é R$ 1,800,0; dentre muitas outras.

É muito importante cercar esta greve de solidariedade para barrar a sanha dos empresários, que querem a privatização das estatais e a precarização do trabalho não apenas nos Correios, mas em todas as categorias. No estado de São Paulo, este projeto é representado por Doria que através da PL529, avança não apenas contra o direito dos trabalhadores, mas também contra as universidades públicas. O apoio da FE à greve dos Correios mostra que esta luta é uma só.

Veja a moção aprovada:

A Congregação da Faculdade de Educação manifesta seu apoio à greve dos trabalhadores e trabalhadoras dos Correios que estão sendo atacados em meio à crise sanitária e econômica que assola o país. Somos contrários à precarização do trabalho e à privatização que o Presidente Jair Bolsonaro, o Ministro Paulo Guedes e o General Floriano Peixoto buscam impor aos Correios. Colocamo-nos ao lado dos trabalhadores e das trabalhadoras que estão sobrevivendo a essa situação sem as condições dignas de segurança e sofrendo ameaças aos seus direitos trabalhistas em função da política de privatização.

Campinas, 27 de agosto de 2020.




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