Política

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Desde a classificação da OMS da contaminação por COVID-19 como uma pandemia, distintos governos pelo mundo passaram a implementar medidas de isolamento social para tentar conter a crise. No plano de fundo e no futuro próximo, o que temem os capitalistas é a depressão de enormes proporções que quase certamente virá como consequência do que hoje se restringe a uma crise sanitária. É preciso desde hoje organizar nossas forças em toda batalha possível, por isso: construa os comitês do Esquerda Diário por todo o país!

domingo 24 de maio| Edição do dia

Desde a classificação da OMS da contaminação por COVID-19 como uma pandemia, distintos governos pelo mundo passaram a implementar medidas de isolamento social para tentar conter a crise. No plano de fundo e no futuro próximo, o que temem os capitalistas é a depressão de enormes proporções que quase certamente virá como consequência do que hoje se restringe a uma crise sanitária.

Ao dividir os bilhões de trabalhadores do mundo entre os que podem ficar em casa se protegendo da contaminação e os que devem seguir trabalhando sem qualquer proteção ou sem testes - única forma de identificar se estamos contaminados - os governos criaram uma situação de profunda tensão social e política, que leva a que em todo o mundo o que poderia ser apenas o sentimento de medo e de protesto silencioso tenha se transformado em intenso consumo de notícias e outros conteúdos políticos virtualmente, além de um grande aumento da atividade social e política nas redes sociais. Trabalhando na rua ou em casa, a classe trabalhadora e a juventude em todo o mundo está conectada, de olhos e ouvidos abertosa essa que é a missão mais importante que nossa geração já enfrentou: oferecer um programa e uma saída política com a potência de salvar a vida de milhões.

Diante da missão mais importante de nossas gerações...

É impressionante o tamanho da contradição e da miséria capitalista. Enquanto investigam se há água em outros planetas, 35 milhões de brasileiros devem seguir as orientações de higienização do Ministério da Saúde sem nenhuma gota de água saindo de suas torneiras, seja porque não tiveram como pagar a conta de água, seja porque até hoje vivem em regiões onde não foi levada água potável. Foguetes vão para a lua levando comidas e nutrientes em bisnagas, aeronautas bem equipados e todo tipo de proteção aos riscos do espaço sideral. Há alguns milhares de quilômetros, e falando a mesma língua, com alguns cliques se pede comida ao entregador, que se locomove de bicicleta, sem álcool em gel, sem máscara e com a enorme dúvida de se ele também é veículo para o invisível coronavírus.

Dentre as enormes contradições planetárias, no país do samba e da maior população negra fora da África, uma contradição ensurdecedora cresce nos últimos dias. As peças do xadrez se movimentam: Bolsonaro, seu vice Mourão, os militares que operam o presidente como fantoche, e os numerosos políticos duas caras, de Mandetta a Ibaneiz e Dória, que posam de racionais defensores da ciência e da vida das massas. Dos donos do poder no Brasil brota uma contradição: os que hoje falam em defender as vidas brasileiras são os mesmos que, há poucos dias, comemoravam o golpe de 1964 e as torturas e chacinas posteriores, como Mourão, Bolsonaro e militares. Ontem e hoje, sem levar adiante uma política de testes massivos, falsificam laudos de morte com "pneumonia" e "insuficiência respiratória", que em alguns estados já somam quase o dobro de todo o ano passado. Os "racionais" defensores da saúde das massas de hoje são os acionistas dos planos de saúde privada, que comemoraram emocionados a lei de Teto de Gastos, que cobrou em perdas de investimento e leitos o suficiente para atender milhões em leitos de UTI e diagnosticar outros milhões com testes massivos.

O ódio crescente contra esses políticos não pode cair no vazio, tampouco pode pavimentar o caminho para que assumam o poder militares, revivendo os piores anos da história recente do Brasil. Enquanto as ruas seguem vazias, enquanto os que trabalham tem medo do vírus, da demissão e da fome, a classe trabalhadora e a juventude fisicamente dividida dá esperanças aos governos de que uma enorme luta não os tire do eixo, e por isso eles seguem seus cálculos de quantos podem morrer e de qual o melhor momento para nos liberar ao trabalho sem qualquer preocupação com nossa saúde, apenas com os lucros dos capitalistas, que até agora, já receberam algumas vezes mais em resgate do que toda a classe trabalhadora brasileira, cujo único benefício até agora foi a bolsa de R$600. Além do grande tempo que levou para ser liberada, a bolsa tende a ser sufocada pelo rápido aumento dos preços de alimentos, medicamentos e insumos básicos.

... é preciso arregaçar as mangas e potencializar nossas vozes, preparar as nossas forças para as grandes batalhas de amanhã

Há 100 anos a humanidade não era desafiada com problemas tão enormes, com certezas tão profundas e com ameaças tão duras. Em momentos como esses, se prova a necessidade de propostas que sejam capazes de colocar a vida acima do lucro, de romper com o capitalismo que rapidamente se afunda, levando para o abismo, em primeiro lugar, as massas trabalhadoras, os mais pobres e todas as esperanças da juventude.

Os Comitês do Esquerda Diário, construídos em todas as regiões do país e impulsionados pelo Movimento Revolucionário de Trabalhadores (MRT), reúnem todos aqueles que tenham decidido participar dessa batalha, tomando a internet de assalto e fazendo um combate incansável para que sejam milhares os que possam escutar uma voz anticapitalista, por testes massivos não importa quanto custem, pela expropriação dos hotéis e resorts para quarentenas de qualidade e não campos de concentração que preparem a morte em isolamento. Queremos os devidos equipamentos de proteção aos trabalhadores da saúde, a contratação de mais trabalhadores, com plena igualdade salarial, queremos a proibição das demissões e a garantia de renda para todos os desempregados de R$2 mil.

A direita e os burgueses encampam, eles próprios, uma "guerra" política nas redes sociais. Subestimam o desastre, calculam os mortos como se fossem meros números, se projetam grandes políticos e defensores da vida. Não nos enganamos. Exigimos Fora Bolsonaro, Mourão e militares, sem nutrir nenhuma ilusão nos governadores, no STF e no Maia, os golpistas de ontem responsáveis por inúmeras catástrofes de hoje.

Enquanto os capitalistas se preparam para a depressão pós COVID-19 com ajustes, demissões, cortes e mortes "calculáveis", a você que está em casa ou no trabalho, convidamos para que se prepare também. Romper o isolamento e denunciar a catástrofe. Junto aos muitos membros do Esquerda Diário que seguem trabalhando, dar voz a sua luta, às suas angústias da falta de proteção, o medo da demissão e o grito de memória e protesto aos que já perderam suas vidas. A unificação das nossas vozes, de dentro de casa e das dificuldades do dia-a-dia do trabalho, transmitida aos milhares de leitores e seguidores do Esquerda Diário, falando de uma realidade que só o ponto de vista da juventude e dos trabalhadores é capaz de ver. Acumular forças e exercitar os músculos nas batalhas virtuais para atuar com um só punho no futuro próximo das batalhas reais da nossa classe, entre a vida e a morte, pelo socialismo contra a barbárie.

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