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Afeganistão | Explosões no aeroporto de Cabul, no Afeganistão, deixam dezenas de mortos e feridos

Duas grandes explosões ocorreram na manhã desta quinta-feira, 26, no aeroporto de Cabul, capital do Afeganistão. O Estado Islâmico assumiu a responsabilidade pelo ataque.

quinta-feira 26 de agosto | Edição do dia

Foto: Wali Sabawoon/AP

Duas grandes explosões ocorreram na manhã desta quinta-feira, 26, a primeira em um dos portões do aeroporto internacional de Cabul - onde uma das maiores operações de retirada aérea da história vem sendo realizada desde a tomada da capital afegã pelo Talibã. Já a segunda explosão ocorreu próxima ao aeroporto de Cabul, capital do Afeganistão, na região do Hotel Baron. O ataque à bomba foi seguido por um ataque de homens armados ligados ao Estado Islâmico, de acordo com o Pentágono.

O Estado Islâmico no Afeganistão, também conhecido como Estado Islâmico Khorasan (ISIS-K), assumiu a responsabilidade pelo ataque. O grupo foi criado há seis anos por dissidentes do Talibã paquistanês e é afiliado ao Estado Islâmico, que atuou na guerra civil da Síria. Apesar de combaterem as forças norte-americanas e do governo afegão por anos, o ISIS-K também lutou contra o Talibã ao longo dos últimos anos, e seus líderes denunciaram a tomada do país pelos rivais, criticando sua versão do governo islâmico como uma linha que não é dura o suficiente.

Um alto funcionário dos EUA, que falou sob condição de anonimato ao The New York Times, confirmou que os EUA estavam rastreando uma ameaça “específica” e “confiável” no aeroporto programada pelo ISIS-K. O porta-voz do Talibã, Zabihullah Mujahid, negou que qualquer ataque fosse iminente: “Não está correto”, escreveu em uma mensagem de texto após ser questionado sobre os avisos. Ele não deu mais detalhes.

As explosões deixaram ao menos 60 afegãos e 12 militares norte-americanos mortos, além de mais de 140 civis feridos. No momento da tragédia, multidões tentavam entrar nas instalações controladas por americanos, interrompendo a retirada de pessoas do país. De acordo com o governo norte-americano, a retirada dos cerca de mil cidadãos dos EUA que seguem no Afeganistão continuará sendo feita, assim como dos afegãos aliados. Joe Biden, presidente estadunidense, ainda declarou que “Não perdoaremos e não esqueceremos. Vamos caçá-los e fazê-los pagarem”.

Entre a dominação dos EUA e o fundamentalismo islâmico, que assassinam e mantém a população afegã nesta situação absurda há décadas, é indispensável lutar pela emancipação dos trabalhadores e dos povos oprimidos do Afeganistão e de todo o Oriente Médio. É fundamental defender a abertura das fronteiras e o acolhimento digno de todos aqueles que querem se refugiar em solo europeu e mundial.

Com informações da Agência Estado.

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