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FORA BOLSONARO E MOURÃO | Expectativa de vida do brasileiro cai 3 anos, lutar contra o vírus, a fome e o desemprego

Com 375 mil mortes e com médias de mortes ainda altas na última semana, superando 2 mil mortes, a pandemia expôs as marcas do sistema capitalista e da obra econômica do golpe. Bolsonaro e aliados, como a Faria Lima, mas também o conjunto do regime são responsáveis pelas mortes, pela fome e pelo alto número de desempregados.

Calvin de OliveiraEstudante de Geografia da UFF - Niterói

terça-feira 20 de abril | Edição do dia

Imagem: Reuters

A região do Nordeste é a mais afetada neste quesito, com o Amapá registrando uma retirada de 3,62 anos na expectativa de vida da população, seguido por Roraima, com 3,43 e Amazonas com 3,28. O Distrito Federal, por sua vez, é o local mais afetado: redução estimada em 3,68 anos. No estado de São Paulo a perda é de 2,17 anos. A média geral de todo Brasil é uma redução de quase 2 anos: 1,94.

É importante ter em conta tais dados pelo IBGE, em meio aos cortes profundos que o presidente Jair Bolsonaro fez na instituição. Cortes esses que inviabilizaram a realização do Censo em 2021 ou 2022, questão democrática a se ter em conta visto que em um dado momento da pandemia, morriam mais brasileiros que nasciam.

A expectativa de vida é, assim, medida pelos fatores da realidade concreta brasileira, onde mais de 375 mil pessoas morreram de covid-19, além do aumento da fome, com o Brasil voltando ao Mapa da Fome, fruto das políticas de Bolsonaro e do fim do auxílio emergencial. A mais, o país figura na 14ª posição mundial de maior número de desempregados.

Uma política que lute contra a baixa da expectativa de vida dos brasileiros, em defesa da vida da classe trabalhadora, dos negros, das mulheres, dos povos indígenas, só pode ser independente daqueles como Bolsonaro que junto com Mourão querem uma nova reforma da previdência. Ou Dória e governadores que não dão nenhuma condição sanitária para professores retornarem às aulas presenciais. Além do STF e Congresso, apoiadores das privatizações.

Um programa de emergência da classe trabalhadora, não só para a situação da pandemia mas para a situação concreta do país, que não espere passivamente até 2022. Coisas elementares, como a vacina para todos, que só podem ser garantidas com uma luta pela quebra das patentes que podem começar a se organizar por meio de Comitês de Higiene e Segurança Sanitária em cada local de trabalho. Um auxílio digno, de no mínimo, um salário mínimo além das proibições das demissões às custas das grandes fortunas dos bilionários brasileiros.

Leia Mais: Um programa de transição para enfrentar a crise




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