Educação

ENSINO À DISTÂNCIA

Excludente ensino remoto válido até 2021 teve aprovação no Conselho Nacional de Educação

O Conselho Nacional de Educação (CNE) aprovou por unanimidade na tarde da última terça (6) a validade do ensino remoto até 2021 e a junção dos anos letivos de 2020 a 2021, após 6 meses de suspensão das aulas pela presenciais por causa da pandemia do coronavírus. A proposta de texto aprovada ainda precisa ser homologada pelo MEC.

quinta-feira 8 de outubro| Edição do dia

A previsão é a adoção do continuum curricular de dois anos estados e municípios para tornar possível a junção dos períodos letivos, assim como a possibilidade da implementação de um período “suplementar” para estudantes do 3º ano no Ensino Médio. Medidas como essas poderão ser adotadas, com o aval do documento, por todas as redes do país, da educação básica ao ensino superior, assim como públicas, privadas ou comunitárias.

Partindo de que o cenário tende a ser prejudicial, a justificativa da adoção do continuum curricular é a flexibilidade na avaliação de estudantes, com “especial atenção”, segundo o documento, aos estudantes dos anos finais do Ensino Fundamental, já prevendo aumento do já alto índice de reprovação e evasão escolar. Além disso, o CNE não nega a volta às aulas presenciais e afirma que deve ser feita de forma gradual.

Em julho, o ensino à distância não era acessível a 25% dos estudantes das escolas na maioria dos estados. Por outro lado, Bolsonaro, com seu negacionismo, chegou a dizer que escolas nunca deveriam ter fechado. E governadores e prefeitos, como Covas e Dória, na capital e no estado de São Paulo, querem impor a reabertura das escolas na intenção de liberar os trabalhadores do cuidado com os filhos para “fazer a economia girar”, passando por cima da discussão entre a comunidade escolar.

Confira a proposta de plano emergencial imposto pelas comunidades escolares.

Veja também: Primeira escola municipal de São Paulo reabre para atividades presenciais




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