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Ex-presidente do Inep admite troca de termo de ditadura para "regime militar"

Sugestão foi levantada pela comissão, sendo exaltada pelo ex-presidente ao considerar que as provas devem "medir apenas o conhecimento", por fora de se atrelar em posições "ideológicas"

quinta-feira 11 de fevereiro| Edição do dia

Marcelo Camargo/ Agência Brasil

O ex-presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Texeira (Inep) Marcus Vinicius Rodrigues afirmou que acatou as sugestões por parte da comissão de inspeção do ENEM, que foi instituída de 2019, nas elaborações de questões para a prova do mesmo ano.

Dentre as sugestões, Rodrigues destacou a mudança entre os termos “ditadura” para “regime militar” em uma das questões que poderia ser usada na prova, declarando que trata-se de um termo “muito mais adequado”. Inclusive o mesmo afirmou que tinha aceitado todas as sugestões desse órgão, ocasionando na exclusão de 66 perguntas elaboradas através da justificativa de “gerar polêmica desnecessária” ou “leitura direcionada na história”.

Além disso, o mesmo ressaltou a importância do trabalho da comissão ao levar em consideração que os itens do Enem devem “medir apenas o conhecimento” e que “qualquer questão que tivesse tendências ideológicas de direita ou esquerda, que tivesse uma formatação com agressões a culturas regionais ou a religiões nós não deveríamos considerar”, sugerindo inclusive ao governo para instituir comissões periódicas e “sem postura ideológica” para analisar a prova.

Tais declarações não só sustentam uma falácia acerca imparcialidade de fatos e elementos históricos, como também se choca com a própria realidade, ao se deparar inúmeras polêmicas que se sucederam no último exame, através da exposição de pontos de vistas que são convenientes ao governo Bolsonaro e seus supostos órgãos imparciais.




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