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Rachadinha | Ex-mulher de Bolsonaro é investigada por depósitos suspeitos de R$ 532 mil em espécie

Ana Cristina é uma das investigadas dos esquemas de rachadinha no gabinete de seu ex-enteado Carlos Bolsonaro. Além de dois depósitos em espécies que somam o valor de R$532,2, a apuração revela 1.185 saques de Ana Cristina que somam R$ 1,1 milhão em espécie entre 2008 e 2014

quinta-feira 23 de setembro | Edição do dia

Foto: Reprodução

O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificou movimentações suspeitas na conta da advogada Ana Cristina Valle, segunda mulher de Jair Bolsonaro.

As operações suspeitas ocorreram na mesma época em que Ana Cristina vendeu cinco terrenos em 2011. Segundo a Coaf, foram ao menos dois depósitos em espécie que totalizaram 532,2 mil reais.

Na quebra de sigilo bancário feito pelo Ministério Público, o Coaf identificou dois depósitos suspeitos. O primeiro no dia 18 de março de 2011 de R$ 191,1 mil em dinheiro vivo feito pela própria Ana Cristina em uma conta dela. Nesse mesmo dia ela declarou a venda de um terreno de 3 mil metros quadrados no estado do Rio de Janeiro pelo valor de R$ 1,15 milhão.

O segundo depósito suspeito foi em dinheiro vivo no valor de R$ 341,1 mil feito no dia 6 de julho de 2011, no mesmo dia em que ela declarou outra venda de terrenos que possuem uma área de 5 mil metros quadrados pelo valor de R$ 700 mil.

A compra desses terrenos por Ana Cristina correspondem ao período em que estava casada com Jair Bolsonaro, quando ela era chefe do gabinete. Os cinco terrenos haviam sido comprados em 2006 pelo valor de R$160 mil reais, com isso houve uma valorização de 1100%, quando foram vendidos em 2011.

A ex-mulher do presidente é investigada pelo esquema de rachadinha no gabinete de Carlos Bolsonaro entre os anos de 2001 e 2008. A investigação já mostrou que 18 familiares de Ana Cristina eram empregados no gabinete.

O relatório do Coaf ainda indica um total de 1.185 saques que somaram R$ 1,15 milhão em espécie. Segundo o Ministério Público do Rio (MP-RJ), as “movimentações financeiras atípicas” de Ana Cristina são indícios de que empresas vinculadas a ela “possam ter sido utilizadas para ocultação de desvio de recursos públicos oriundos do esquema de ‘rachadinha’ na Câmara de Vereadores”.

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