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Estudantes do Teatro da UFRGS paralisarão no dia 15 contra os cortes e a reforma da previdência

Quarta-feira, dia 8 de maio, aconteceu a assembleia geral dos estudantes do Departamento de Artes Dramáticas da UFRGS, onde foi decidido a adesão da greve nacional da educação tendo como perspectiva de que essa paralisação deve ser contra os cortes de 30% do orçamento das universidades e institutos federais e a reforma da previdência.

quinta-feira 9 de maio| Edição do dia

A assembleia contou com quase 40% do curso, sendo uma das maiores assembleias já presenciadas no departamento. Os estudantes do DAD firmam a paralisação total das aulas entendendo que os cortes de 30% representam um avanço na precarização rumo à privatização do ensino superior. Cumprem também o papel de atacar a ciência e o pensamento crítico nas escolas e universidades numa perseguição ideológica a essa juventude que forma sua consciência em meio à crise capitalista e sabe que este sistema não tem nada a nos oferecer além de mais miséria e exploração.

A assembleia expressou que os estudantes estão conscientes de que os cortes são usados como moeda de troca para aprovar a reforma da previdência, que quer nos fazer trabalhar até morrer, como o próprio MEC já se pronunciou. Também foi discutido a importância da construção da greve geral do dia 14 de junho e uma exigência que as centrais sindicais e entidades estudantis convoquem assembleias nos locais de trabalho e estudo, para que se forme uma aliança verdadeira entre a juventude e a classe trabalhadora, que coloque na pauta do dia barrar a reforma da previdência e os cortes.

Num momento como esse, onde o governo Bolsonaro defende uma universidade para elite, é preciso que se defenda uma universidade a serviço dos trabalhadores, com o fim do vestibular e estatização das universidades privadas. Os estudantes do DAD mostram o caminho para uma efetiva e massiva paralisação no dia 15, com auto-organização para que se mobilize os cursos e paralisem a UFRGS junto às escolas e outras universidades do país contra os cortes e a reforma da previdência, rumo a greve do dia 14/06.




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