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UFMG | Estudantes de filosofia da UFMG chamam à construção de paralisação nacional contra PEC 206

Reunidos em assembleia na quinta-feira (26), estudantes do curso de filosofia da UFMG aprovaram um chamado às entidades estudantis para construir uma paralisação contra a absurda PEC 206. Veja:

sábado 28 de maio | Edição do dia

Foto: recepção de caloures do CAFCA no início do semestre

Veja o chamado feito por estudantes de Filosofia da UFMG:

Diante
do absurdo projeto de cobrança de mensalidades nas universidades públicas e os ataques bolsonaristas, ês estudantes de filosofia, reunides em assembleia, fazem um chamado ao DCE, a todas as entidades estudantis da UFMG e a UNE para que construamos no dia 9 de junho um dia nacional de paralisação e atos de rua organizados com assembleias de base nas universidades do país.

A PEC206 foi colocada em discussão na terça-feira no congresso nacional, quando seria votada. Ela prevê a cobrança de mensalidades nas universidades federais. Esse é mais um ataque que a extrema-direita tenta passar contra a educação pública.

O reacionário deputado Kim Kataguiri (União Brasil-SP) é o relator do processo, de autoria do general Paternelli, do mesmo partido.

Essa é mais uma tentativa absurda desse regime golpista de tentar atacar o direito ao acesso à educação e à universidade. Bolsonaro, o centrão e o MBL querem fazer com que estudantes e trabalhadores paguem pela crise que criada por capitalistas, descarregando uma série de ataques, como já foram os cortes nos orçamentos das federais, além das reformas da previdência, trabalhista e as privatizações. Enquanto a burguesia segue aumentando seus lucros, a classe trabalhadora segue amargurando no desemprego, na fome, na precarização, vendo o sonho de entrar numa universidade cada vez mais distante.

Na tentativa de justificar essa proposta absurda, Paternelli afirmou que "A gratuidade generalizada, que não considera a renda, gera distorções gravíssimas, fazendo com que os estudantes ricos – que obviamente tiveram uma formação mais sólida na educação básica – ocupem as vagas disponíveis no vestibular em detrimento da população mais carente, justamente a que mais precisa da formação superior, para mudar sua história de vida". A realidade é que a população pobre, quando consegue ingressar na universidade, acaba se endividando, trabalhando para pagar um ensino de baixa qualidade. Entretanto, cobrar taxas para qualquer estudante nas universidades públicas não aumenta a acessibilidade dos mais pobres à universidade, pelo contrário, obriga mais estudantes a se endividarem, além de que avança com um projeto reacionário de transformar a educação em mercadoria.

É preciso lutar contra essa proposta absurda, por uma universidade 100% estatal, gerida por trabalhadores e estudantes, pelo fim do vestibular e com a efetivação sem concurso público de todos os terceirizados!

Leia também: #PEC206Não - Por uma paralisação nacional nas universidades contra a PEC 206 e os ataques do bolsonarismo




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