Juventude

3 ANOS SEM RESPOSTAS

Estudantes de Serviço Social UFES e Pão e Rosas ES por Justiça para Marielle

Estudantes de Serviço Social da UFES se uniram à campanha do Pão e Rosas por justiça à Marielle. Há 3 anos nos fazemos a mesma pergunta todos os dias: quem mandou matar Marielle? A contagem segue junto à nossa luta!

domingo 14 de março| Edição do dia

Desde o dia da execução de Marielle e Anderson, que foram alvejados com 13 tiros no carro em que estavam, a luta por justiça e a exigência de resposta à pergunta “quem mandou matar Marielle e Anderson” é imparável. O fato despertou revolta e mobilizou não só o Brasil mas a população do mundo inteiro contra a extrema direita que destila ódio contra negros, mulheres, LGBTs, trabalhadores, movimentos sociais e organizações da esquerda.

O Espirito Santo é um dos estados onde infelizmente quase todos os dias se tem uma notícia sobre feminicídio, violência contra a mulher ou abuso sexual infantil. Somente na região da Grande Vitória, que abrange 7 municípios do estado, são registradas 15 denúncias de violência contra a mulher por dia, e em média, por mês, pelo menos 2 mulheres são assassinadas no Espírito Santo. Agora em 2021 já são 5 mulheres assassinadas por feminicídio: Luana Demonier, tinha 25 anos; Rosimar dos Santos Cruz, tinha 31 anos; Fabrícia Maria da Silva, tinha 35 anos; Elizângela Teixeira de Lacerda, tinha 36 anos; Débora Guedes Bonfim, tinha 24 anos. Não esqueceremos o nome dessas mulheres!

Ao mesmo tempo em que diversas mulheres negras eleitas estão sofrendo gravíssimas ameaças, que expressam o racismo e o reacionarismo da extrema direita alimentada pelo bolsonarismo, como foi o caso da vereadora Camila Valadão que foi censurada por não usar “traje formal” no dia Internacional da Mulher.

A falta de respostas sobre o assassinato de Marielle Franco diz muito sobre o atual momento político no país. A violência policial, as milícias, o autoritarismo da justiça, aumentam junto com a degradação das condições de vida, com o desemprego, a fome e a precarização do trabalho da população. São as mulheres, negros e negras os que estão na linha de frente disso que é produto de um regime golpista, que foi o próprio judiciário que conduziu até aqui, inclusive à vitória de Bolsonaro. Foram agentes do próprio regime que assassinaram impunemente uma das vereadoras mais votadas do município do Rio de Janeiro.

Nesses 36 meses sem Marielle, para seguir a sua luta e arrancar as verdadeiras respostas sobre o seu brutal assassinato, é preciso exigir que o Estado descubra os culpados, junto com uma investigação independente, com representantes do mandato do PSOL, com figuras do direito humanos, de movimentos de favelas, sindicatos e organismos de direitos humanos, peritos especialistas comprometidos com a causa. Com recursos garantidos pelo Estado, com todas as condições para que essa investigação independente possa trabalhar, disponibilizando materiais, arquivos e todas as condições materiais, financeiras e físicas para a realização plena e ampla da investigação, com acesso a todos os autos do processo para acompanhar e poder seguir todos os passos que a polícia dá, e também dar passos próprios que efetivamente deem solução para o caso e que se ache seus mandantes.

É por isso que o nosso feminismo é socialista, se colocando na primeira linha da luta por cada direito elementar das mulheres e tomando essas batalhas como parte de uma luta de toda a classe trabalhadora contra a exploração e a miséria que este sistema impõe e para que sejam os capitalistas que paguem pela crise. Defendemos que nossa luta precisa ser também para impor uma nova Constituinte Livre e Soberana, para que tomemos os rumos do país nas nossas mãos, para dar um basta na repressão policial, arrancando também justiça por Marielle, Anderson e todas as vítimas da violência do Estado.

Para saber mais: Declaração do Pão e Rosas

É por isso que o Pão e Rosas é uma agrupação internacional de mulheres impulsionada pela Fração Trotskista, que organiza diários digitais militantes em 14 países e 7 idiomas como parte de preparar esses combates decisivos, nos quais certamente as mulheres e o povo negro estarão na linha de frente. É também para contribuir com essa luta no Brasil que lançaremos o livro "Mulheres Negras e Marxismo", no dia 26/03, evento do qual chamamos todas e todos a serem parte.

Lutemos pelo direito ao pão e também às rosas!

Leia mais: A violência capitalista contra mulher no ES só se combate com um feminismo socialista




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