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RUMO AO 29 DE MAIO | Estudantes das Artes Visuais defendem que assembleia da UFMG seja aberta a voz e voto

Os estudantes do curso de Artes Visuais da UFMG se reuniram ontem à noite em assembleia virtual para debater sobre o chamado de mobilizações para o dia 29 e defenderam que toda a comunidade acadêmica da UFMG tenha direito a voz e voto na assembleia geral de hoje (terça-feira).

Lina HamdanEstudante de Artes Visuais na UFMG

terça-feira 25 de maio | Edição do dia

Imagem: Estudantes em manifestação contra os cortes da educação em BH em 2019 realizam performance "Mar de Gente" proposta por estudantes da Escola de Belas Artes e da Escola de Música da UFMG.

Os estudantes do curso de Artes Visuais da UFMG se reuniram ontem à noite em assembleia virtual para debater sobre o chamado de mobilizações para o dia 29, tendo votaram por irem juntos em um bloco do curso, com faixa escrita “Unir estudantes e trabalhadores contra os cortes, as privatizações e as reformas! Fora Bolsonaro e Mourão! Vacina para todos”, além da produção de materiais agitativos, produções virtuais e uma nota chamando o DCE e os sindicatos de trabalhadores da UFMG para que a assembleia geral de hoje seja com direito a voz e voto para todos.

Na assembleia, os estudantes debateram sobre o aprofundamento da situação reacionária, de fome, pobreza, colapso sanitário, de destruição dos recursos naturais, da barbárie capitalista, pensando o papel que a arte e os artistas podem cumprir como sujeitos políticos agitadores. A discussão partiu de um marco de que os cortes foram realizados não só pelo governo, mas foi uma aprovação do congresso nacional. E também como os projetos de precarização da educação de Bolsonaro e dos diferentes setores que estiveram por trás do golpe de 2016 para aprofundar ataques que o próprio PT já vinha fazendo, apesar de diferentes quanto ao nível de reacionarismo, se combinam para retirar os já escassos direitos da juventude de estudar, e como esses projetos da educação se ligam com o projeto de ataques à classe trabalhadora e à população pobre através das reformas como a da previdência, a trabalhista, a administrativa, e também através das privatizações.

Por todas essas questões, os estudantes debateram sobre a necessidade de estarmos nas ruas e de pensarmos medidas que levem à massificação da luta, levantando a unidade das demandas entre trabalhadores e estudantes, contra os cortes das federais, as reformas e as privatizações, assim como por vacina para todos, contra a tentativa de nos dividir.

Debatemos que contra essa divisão, é necessária a exigência às organizações de massas, como a UNE, e as grandes centrais sindicais, como CUT e CTB - todas essas dirigidas majoritariamente pelo PT e PCdoB, respectivamente, - para que não separem as lutas entre estudantes e trabalhadores e para que nossa demanda no dia 29 seja não somente contra Bolsonaro, pois isso significa ou esperar até depois das eleições de 2022, por um saída milagrosa através da figura do Lula (que debatemos como, após reabilitar seus direitos, disse perdoar os golpistas e já está dialogando com Sarney, Maia e FHC, para administrar a terra arrasada pelo regime do golpe e pelo governo Bolsonaro), ou apoiar o pedido de impeachment que significa ter expectativas justamente no congresso e no STF, que estiveram por trás da articulação do golpe de 2016 e da prisão arbitrária de Lula em 2018, para levar nada mais nada menos que Mourão ao poder, um herdeiro orgulhoso da ditadura militar.

Por todas essas questões e pela importância de termos espaços de auto-organização da comunidade acadêmica da UFMG os estudantes aprovaram esta nota chamando o DCE e os sindicatos de trabalhadores da UFMG para que a assembleia geral de hoje (terça), às 17h, seja com direito a voz e voto para todos. Os estudantes de Artes Visuais estão enviando a nota para outras entidades assinarem e para membros do DCE para que atendam o seu chamado.




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