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Uma estudante de medicina veterinária teve seu pedido de estágio negado pela empresa de agropecuária de Cuiabá Matsuda pelo fato de ser mulher.

quarta-feira 4 de novembro de 2020 | Edição do dia

Reprodução de e-mail enviado a estudante

A mensagem recebida pela estudante dizia o seguinte: “ A Matsuda segue a política de não contratar mulheres para o departamento técnico. Infelizmente não posso te ajudar.”, a mensagem recebida por email foi assinada pelo médico veterinário Markus Vinícius, do departamento comercial da empresa.

A empresa afastou MArkus de suas funções para apurar o caso e verificar como o email da estudante chegou a ele visto que não é responsável pelos Recursos Humanos da empresa.

Apesar do pronunciamento da empresa, após a repercussão do caso nas redes sociais, de que não aceitaria qualquer forma de discriminação, respondeu a questionamentos com a seguinte frase: “Cada região tem sua política. Temos várias técnicas em nosso departamento , porém tem regiões em que o atendimento é muito complicado em virtude de ter que andar em territórios com várias ocorrências perigosas e a empresa se preocupar em proteger as mulheres em áreas consideradas problemáticas.”

Ou seja, se existe alguma ocorrência perigosa a resposta é: não contrate mulheres. Mais uma vez as vítimas são punidas, mais uma vez o machismo ganha megafone. É um absurdo que diante de situações perigosas, ao invés de pensar em investimentos, iluminação ou segurança a resposta seja que não se contrate mulheres.

São posturas como essa que legitimam que as mulheres tenham piores salários e situações mais precárias de trabalho.

O machismo se expressa no dia a dia das mulheres em casos pequenos ou nos que chegam a grande mídia como esse relatado nesta nota, ou o caso de Mari Ferrer que tem tomado as redes sociais.

Para se enfrentar contra o machismo e a sociedade patriarcal é necessário travar uma batalha frontal contra o capitalismo que se apoia nessa opressão para manter as condições mais precárias de exploração.

Veja também: Impor justiça para Mari Ferrer com a força da nossa mobilização! Abaixo o autoritarismo machista do judiciário!




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