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Rio de Janeiro | Esquerda Diário cresce no Rio junto da luta operária e popular, com independência de classe

O Esquerda Diário se consolida como uma imprensa militante contra os poderosos responsáveis pela continuidade das mazelas sociais profundas do Rio de Janeiro que oprimem e exploram os negros, mulheres, lgbts e trabalhadores.

quinta-feira 12 de agosto | Edição do dia

Fundado em 2015, o Esquerda Diário vai nascer do Rio de Janeiro já num contexto de lutas estudantis e dos trabalhadores contra ataques que iam definir o regime do golpe no Brasil. Desde o começo, o Esquerda Diário esteve lado à lado das lutas dos trabalhadores contra ataques como o golpe institucional, que veio para destruir direitos constituídos por anos de luta dos trabalhadores, estudantes, das mulheres, dos negros e do povo pobre.

Quando o Esquerda Diário foi fundado, havia 2 anos desde as jornadas de junho de 2013, e de uma massiva greve de professores daquele ano, e 1 ano desde a combativa greve dos garis de 2014, que abriu as portas para várias outras paralisações naquele ano. Era necessária uma mídia à altura deste novo momento político, no qual a juventude e os trabalhadores entravam em cena e com isso, nasceu o Esquerda Diário. Hoje, o Esquerda Diário entra em uma nova fase, com inúmeras iniciativas audiovisuais para trazer a luta de classes nas suas mãos.

Somos da esquerda que está na linha de frente do combate tanto a extrema direita Bolsonarista, quanto todos golpistas que ajudaram Bolsonaro a se eleger – os golpistas do Centrão e o STF, que juntos ratificaram o golpe institucional de 2016, um golpe financiado por grandes burgueses e grandes empresas de mídia como a Globo, Bandeirantes, Record, etc. Um golpe que veio para aplicar a reforma trabalhista, a reforma da previdência, e, em seguida, um governo negacionista e corrupto, responsável pelas mortes de mais de 540 mil pessoas pela Covid-19.

Mas também somos a esquerda que sempre soube que o caminho para barrar estes ataques não era através dos acordos espúrios com a direita que o PT manteve durante os 13 anos em que governou o país, mas somente pela força dos trabalhadores parando a produção, e ocupando as ruas aliado ao movimento estudantil combativo aliado dos trabalhadores, formando uma aliança popular aonde não tem espaço para alianças burgueses, nem para dar as mãos às forças policiais que assassinam o povo negro nas favelas e bairros pobres do Estado do Rio.

O projeto capitalista de Paes, Cabral, Pezão em sua aliança com o PT militarizou as favelas e investiu bilhões em Copa e Olímpiadas, mas que só trouxeram legados para os donos das empreiteiras. O Esquerda Diário apontou desde o seu início que essa aliança com a direita não nos dizia respeito, contra a repressão policial das UPPs, se somando com força na luta por justiça a Amarildo.
Estivemos em todas as principais lutas dos trabalhadores, das mulheres, dos negros, das lgbts desde 2015, ao todo são 2232 notas sobre Rio de Janeiro no Esquerda Diário, refletindo a política, a crise economica e a luta de classes da perspectiva da classe trabalhadora, com centenas de denúncias de locais de trabalho por todo o estado. Na sessão Rio de Janeiro do site é possível encontrar centenas de notas para fortalecer cada uma dessas lutas, das mais embrionárias, até os vários atos de rua que atraíram centenas de milhares desde 2016. Mesmo em lutas ainda embrionárias, nos colocamos na tarefa de estar presente para apoiar que se desenvolvam e naquelas mobilizações que atraem milhares, debatemos como desenvolver a luta para ser mais potente contra os patrões e os governos. O Esquerda Diário é essa ferramenta para ser tomada por todos aqueles que não aceitam qualquer tipo de opressão e exploração e que buscam uma saída para a crise.

A direita buscou tornar toda insatisfação social que se abriu em 2013 para uma ideia vaga de questionamento da corrupção no que posteriormente se efetivou como golpe institucional, aprofundando os ataques que o PT já vinha aplicando. Nossa batalha nessa época foi muito clara, para barrar esse golpe só com a classe trabalhadora se unindo na luta, levantando as demandas de junho de 2013 por direito ao transporte, a saúde e a educação, contra o golpe institucional independente dos cortes de Dilma, uma mídia que, diferente de setores da esquerda, diretamente apoiaram ao golpe ou se tornaram acríticos seguidores do PT.

O ED foi uma ferramenta dos grevistas em 2016 que foi também o ano das ocupações pelo país no institutos de ensino superior e escolas públicas contra a PEC 55 que congelou os gastos em saúde e educação para os próximos 20 anos. Na UERJ, o Esquerda Diário fez uma forte campanha em defesa da universidade no auge da crise As primeiras a serem atingidas pela crise foram as mulheres negras terceirizadas da UERJ e lá estava o Esquerda Diário, repercutindo o trancaço de elevadores dos estudantes em apoio a essas trabalhadoras.

O Esquerda Diário foi até as escolas estaduais ocupadas em 2016 contra a reforma do Ensino Médio. E realizou também debates nas ocupações, como na Puc-Rio e foi parte de batalhar para que houvesse uma coordenação desde a base dessa luta que incendiou a juventude pelo país contra o golpe institucional, com notas repercutindo a luta da UFRJ->https://www.esquerdadiario.com.br/Greve-Chega-de-estudar-com-alguem-passando-fome-a-UFRJ-precisa-ser-transformada] e também da greve de professores em 2016.

Foi com esse espírito que em 2017, o Esquerda Diário se jogou com todas as forças na luta dos trabalhadores da CEDAE contra a privatização, noticiando em primeira mão quando estes decidiram iniciar sua greve em 2017, assim como lançando uma campanha para difundir a demanda dos trabalhadores por uma CEDAE do povo, contra a privatização desta empresa estratégica. Depois de quase 4 anos dessa luta, Bolsonaro e Guedes decidiram avançar para consumar este ataque com um leilão, entregando a empresa para companhias estrangeiras, e por isso lançamos uma carta aos trabalhadores da CEDAE para barrar este ataque.

Esta privatização é um exemplo dos ataques que vieram fruto do golpe institucional, um golpe que veio seguido de Bolsonaro, Crivella/Paes e Witzel/Cláudio Castro, representantes dos desmontes do serviço público, da retirada de direitos trabalhistas, do fundamentalismo religioso de uns poucos bispos que lucram com a fé alheia, do reforço da repressão da polícia racista contra os trabalhadores, que o diário foi sempre linha de frente de denunciar levando a frente um programa para que não haja mais impunidade, pelo fim do auto de resistência e júri popular.
O que querem fazer com os trabalhadores da Cedae é o mesmo que já fazem com milhares de trabalhadores no Rio de Janeiro, como estão fazendo com as merendeiras das escolas municipais da Capital do Rio de Janeiro, onde Crivella e Eduardo Paes deixaram as trabalhadoras sem receber, e as empresas de terceirização, que tem contrato com o município, também não pagam. Muitos destes trabalhadores acabam sendo demitidos sem sequer receber os salários pelos dias trabalhadores. https://www.esquerdadiario.com.br/Merendeira-do-Rio-de-Janeiro-Estamos-sem-comida-sem-salario-sem-dignidade-sem-nada
O Esquerda Diário é um porta voz das denúncias destes trabalhadores, assim como é um espaço de sua organização. Sua Sede, a Casa Marx da Lapa, já foi sede de inúmeros debates visando a organização dos trabalhadores, o resgate de sua história de luta, assim como a estratégia internacionalista de sua luta. Lá, o Esquerda Diário organizou debates como A revolução e o Negro, lançando um livro de mesmo nome, ou o debate A Luta das Mulheres e o Feminismo Socialista, também o debate Marxismo, revolução e estratégia no século XXI, dentre muitos outros.

Estivemos também na linha de frente da luta contra Bolsonaro em 2018, exigindo comitês de base em cada local de estudo e de trabalho, contra a prisão arbitrária de Lula e a manipulação das eleições. Em 2019 ao lado dos estudantes contra os cortes da educação, com os trabalhadores da saúde contra os cortes de Crivella em 2020, a greve de petroleiros e dos correios, em todas essas batalhas com apoio ativo, a partir das próprias unidades de trabalho, buscando conectar as categorias que se levantam para uma unidade de ação, com exigência para os sindicatos colocarem sua força em luta, para que cada pingo de ódio que mova um trabalhador sirva para vencer.

Não faltaram em nosso site denúncias sobre as condições de vida precárias do Rio de Janeiro, assim como do terrível transporte público. A partir desse ano, estamos impulsionando o Diário de uma Precarizada, uma iniciativa para refletir a vida dessas mulheres que constroem a cidade sem receber nada em troca.

Quando Marielle foi assassinada, fomos a única mídia de esquerda a repercutir que dois cursos da UERJ, de geografia e serviço social, paralisaram suas atividades por justiça. Nossa mídia está na linha de frente da justiça por Aghata, Marcelo, João Pedro, Kethlen e todos os negros que tiveram a vida arrancada pelas balas da polícia.

Na greve geral em 2017, o ED esteve nos piquetes pela cidade cobrindo e apoiando essa luta. As centrais sindicais desmarcaram o próximo dia de luta nacional em junho, desmontando o que deveria ser uma greve geral e foi aprovada a reforma trabalhista. De cada uma dessas lutas derrotadas que não avançaram para barrar o projeto de descarregar a crise nas nossas costas, se construiu um senso comum reacionário no Rio de Janeiro. Para uma direita reacionária que convenceu setores de massas, um estado em calamidade repleto de corrupção e a violência urbana deveria obter como resposta o aprofundamento da repressão, que nunca resolveria nenhum problema além de fazer os negros e trabalhadores pagarem ainda mais caro o preço da crise. A intervenção federal foi uma política consciente para impor essa saída repressiva que deixou como saldo a morte sem solução até hoje de Marielle e o maior número de execuções por policiais desde que o Instituto de Segurança Pública (ISP) começou a realizar seu monitoramento anual, em 1999, sem alterar em um pingo os reais indicadores que geram violência, a educação, a saúde, o emprego e a moradia. Publicamos um balanço detalhado ao fim dessa operação de 10 meses.

Essa solução repressiva das elites que só aprofunda as mazelas da profundamente desigual cidade do Rio foi decorrência direta das ruínas de um projeto de poder que envolvia colocar o estado como um balcão de negócios das empreiteiras e grandes empresários. Daqueles que lucram com uma ordem marcada por mais de 300 anos de escravidão e que relega aos trabalhadores a miséria. Lançamos 3 livros, A Revolução e o Negro, Mulheres Negras e Marxismo e Precarização tem Rosto de Mulher para refletir sobre a história do negro que se mistura com a história desse estado;

Foram 6 governadores presos, mas no ED não se viu nunca uma comemoração desses fatos, porque sabíamos que a lava jato representava outro projeto reacionário, para substituir um tipo de corrupção por outra e nunca para resolver a crise social profunda do Rio de Janeiro. Se a corrupção é mesmo endêmica, assim como a violência, defendemos uma resposta dos trabalhadores para essa crise, que faça pagar os corruptos, os grandes empresários e todos aqueles que lucram com a miséria. Por isso em diversas notas levantamos: a imposição pela luta do não pagamento da dívida pública com uma campanha pública no Rio de Janeiro para parar com esse mecanismo que drena o orçamento federal, a taxação das grandes fortunas e a expropriação sob controle operário das empresas envolvidas em casos de corrupção.

Bolsonaro construiu das derrotas da classe trabalhadora na luta de classes no Rio de Janeiro, de um estado em profunda crise, a defesa do avanço de um modelo de uma republica miliciana e reacionária, defensora da ditadura militar e dos ataques aos trabalhadores e ao povo pobre. Mas no próprio Rio de Janeiro, aonde este projeto tem base em diversos setores, também há um amplo rechaço que reflete em forte polarização política e social. Fomos a imprensa que, desde o início, batalhou contra a máquina de fake News que ajudou a eleger Bolsonaro, mostrando a verdade para o povo em diversas denúncias, como nesta em que mostramos o que fez Bolsonaro em 27 como deputado, amplamente compartilhada e que teve 112 mil acessos só no Estado do Rio. Também denunciamos o projeto de retirada de direitos de Bolsonaro, que prometeu e cumpriu acabar com a aposentadoria com a reforma da previdência, e nossa denúncia alcançou 92 mil leitores no Estado. Naquelas eleições, também, expusemos o apoio de Amoedo a Bolsonaro para o segundo turno, em nota que, só no Estado do Rio, teve 113 mil acessos, 73 mil sendo na capital.

Denunciamos também os aliados golpistas que, na fala faziam demagogia, mas na prática auxiliaram Bolsonaro, como quando Rodrigo Maia afirmou que todos poderiam trabalhar até os 80 anos, e nossa denúncia alcançou 66 mil leitores só na capital do Rio de Janeiro. O congresso foi aliado de Bolsonaro para passar a boiada, e chegou a tentar aprovar lei para demitir servidores concursados, e o Esquerda Diário expôs isso para 77 mil leitores da cidade do Rio. Inclusive Ciro Gomes, para desespero de alguns desavisados, e zero surpresa de outras pessoas, também se propôs a ajudar com a reforma da previdência e foi exposto neste jorna. Mas não só de alternativas da direita tradicional que se fortalece o bolsonarismo, também a falta de uma esquerda independente do Estado o fortalece, e o PT honrou sua história de alianças com este setor ao ter a deputada Benedita votado a favor do perdão das dívidas das igrejas em plena pandemia.

Em todos esses anos, o PSOL tomou outro rumo em relação as eleições de 2016 que entusiasmou setores de juventude e do progressismo em uma campanha que por mais que contássemos com críticas, não tinha apoio de empresários e da direita. No entanto, a conclusão da derrota de Freixo para Crivella foi de adaptar as ideias para ganhar votos de setores ganhos pelo conservadorismo no Rio de Janeiro, ao invés de disputar setores de massa para uma concepção de esquerda acerca da crise capitalista que assolou a cidade. Isso levou a distintos erros que sacrificam a independência da classe trabalhadora. Essa política levou a que Tarcísio Motta nas eleições de 2018 levantasse um programa de reforma da polícia com investimento e inteligência, medida que se levada a cabo incrementaria a capacidade repressiva de uma instituição que só serve para mutilar a juventude negra e proteger aos empresários. Em 2020, esse giro levou até a militarização da política, com a candidatura de Renata Souza e o coronel da PM Íbis Pereira para a prefeitura do Rio.

Isso leva a ilusão de setores que se mobilizam de que a política se faz com a direita, e não de confiar nas próprias forças, na saída pela luta de classes e de trabalhadores. Foi contraposto a essa política que o Esquerda Diário deu voz para a retirada da candidatura de Carolina Cacau nessas duas últimas eleições no Rio de Janeiro como uma trincheira de uma mulher negra socialista que não compactua com alianças com a direita.

Com a saída de Freixo do Psol, se escancarou que essa política nunca serviu para os trabalhadores, mas justamente é para os empresários, beneficiando o PSB que já apoiou o golpe institucional e a reforma da previdência. Busca se eleger, junto com a direita, inclusive em acordo com Paes e o DEM. Foi essa conciliação com nossos inimigos que nos trouxe até aqui. A luta do Esquerda Diário é para mostrar que a nossa unidade é de toda a fragmentada classe trabalhadora na luta e não com a direita que nos quer em um trabalho precário sem nenhum direito.

O Esquerda Diário segue na luta para que sejam os trabalhadores que deem uma resposta independente à crise do Estado, sem confiar em nenhuma destas variantes burguesas que têm levado o Estado para o buraco do desemprego e da violência policial.

Nesse ano, viemos denunciando como Paes não paga as merendeiras negras da educação, sofrendo com fome e demissões sumárias, como no caso da empresa PRM, os atrasos, demissões e precarização de vida dos trabalhadores da saúde passaram em meio à pandemia, com atrasos a vacinação, como os residentes do HUPE-Uerj. Os garis que denunciaram: “a gente tá exposto a esse lixo e nossos amigos estão morrendo” e o caso da trabalhadora que conseguiu que o seu marido recebesse o seu salário por conta de denúncia publicada no Esquerda Diário. São algumas contribuições para a luta desses trabalhadores que tomaram o nosso jornal nas suas mãos para lutar contra os patrões e os governos.

Nessa nova fase do Esquerda Diário, venha impulsionar conosco no Rio de Janeiro uma Comunidade para colocar a luta de classes na sua mão.




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