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Entrevista com Pablo Mattos: “Após a revolução de 1917, o comunismo foi amplamente abraçado por movimentos anticoloniais e anti-imperialistas”

Renato Shakur

Entrevista com Pablo Mattos: “Após a revolução de 1917, o comunismo foi amplamente abraçado por movimentos anticoloniais e anti-imperialistas”

Renato Shakur

Publicamos a entrevista de Pablo Mattos, doutor em História pela PUC-Rio e pesquisador do Americas na Université Libre de Bruxelles, onde ele debateu temas como a trajetória do militante Pan-africanista George Padmore, sua ligação com o marxista C.L.R. James, a relação entre o movimento anti-imperialista e anticolonialista e o IV Congresso da Internacional Comunista e outras temáticas do internacionalismo negro. Nesta entrevista também se expressam parte dos debates em curso atualmente no movimento negro sobre as contribuições de militantes e organizações a luta antirracista. Sem compartilhar algumas das diversas questões que desenvolve, consideramos da maior importância divulgar sua visão sobre o movimento Pan-africanista, sobretudo, a trajetória de Marcus Garvey e o garveismo. Esta entrevista foi concedida a Renato Shakur, doutorando em História pela UFF.

Ideias de Esquerda: Pablo você tem um estudo sobre o marxista negro, o George Padmore, onde traça a trajetória política dele com as correntes de pensamento em que militou. Gostaria que você pudesse comentar sobre sua ruptura com a III Internacional stalinizada e de como a teoria do “socialismo em um só país” se confrontava com a tradição criada pelo partido bolchevique e a revolução de outubro de 1917, ligando o destino do proletariado das colônias ao do proletariado russo.

Pablo Mattos: George Padmore teve contato com o movimento comunista ainda nos Estados Unidos, enquanto era estudante, quando no fim da década de 1920, é recrutado para liderar o International Trade Union Committee of Negro Workers. Esta era uma organização vinculada ao Red International Labors Union (também conhecido como Profintern) ou seja, na linha direta do comando soviético. À frente do ITUCNW, Padmore foi editor do jornal Negro Worker, cuja sede era a cidade de Hamburgo, importante porto e local de concentração de trabalhadores marítimos, em sua grande maioria negros. Uma das pautas do jornal era a construção de uma internacional de trabalhadores negros que pudesse cerrar fileiras junto aos demais trabalhadores brancos na luta anticapitalista e revolucionária. Este posicionamento também era compartilhado por outros intelectuais negros, como Otto Huiswood e Claude McKay, por exemplo. Este último, esteve presente no IV Congresso da Internacional Comunista em 1922 e apresentou uma tese sobre a “Questão do Negro”, evento que marca a aproximação da Terceira Internacional com o internacionalismo negro no primeiro terço do século XX.

Tal qual Padmore, McKay teve postura pragmática diante da defesa das estratégias da terceira Internacional comunista ao longo das décadas de 1920 e 1930. É possível encontrar textos publicados no Negro Worker defendendo a estratégia da “classe contra classe”, ou apontando a origem social da opressão à classe trabalhadora. Entretanto, também é possível perceber nos textos de Padmore e de McKay, que a compreensão do capitalismo por estes intelectuais estivera profundamente marcada pelo caráter racial deste sistema. Ou seja, ainda que a opressão se produzisse devido à classe social, e não primordialmente por questões raciais, o capitalismo era um sistema percebido pela intelectualidade negra como intrinsecamente vinculado à opressão aos negros, sobretudo, mas não somente, localizados nos territórios colonizados. Desta forma, mais importante do que nos questionarmos ainda hoje sobre qual forma teórica melhor comporta a intersecção de aspectos raciais e sociais, por exemplo – entendidos enquanto traços distintos – ao lermos textos e discursos de intelectuais negros e negras da primeira metade do século XX, percebemos como a classe é vista muitas vezes como a materialização da opressão racial.

Padmore percebia que a estrutura amplamente internacionalizada do comunismo poderia ampliar o sucesso de construção de uma rede de trabalhadores negros no Atlântico. Some-se a isso o fato de que, após a revolução de 1917, o comunismo foi amplamente abraçado por movimentos anticoloniais e anti-imperialistas. Lênin já indicava a importância das lutas anticoloniais rumo à revolução internacional e articulou estratégias junto à estrutura do partido soviético a fim de ampliar estas redes. Ao longo das décadas de 1920 e 1930, por exemplo, a União Soviética concedeu diversas bolsas de estudo a militantes negros de diversos continentes, buscando fortalecer a construção de partidos comunistas e sindicatos em territórios colonizados. Entretanto, com o acirramento dos conflitos internos no continente europeu e o fortalecimento do nazismo e do fascismo na Alemanha e Itália, sobretudo, a União Soviética, sob a liderança de Stalin, negocia uma Frente Ampla contra os fascismos. Com isto, organizações anticoloniais como o ITUCNW (e jornais como o Negro Worker) foram compelidas a atenuarem suas críticas à Grã-Bretanha e França, por exemplo, denominadas então de: imperialismos democráticos. A diferenciação entre imperialismo democrático e imperialismo fascista, contudo, não fazia sentido para Padmore, por exemplo, que já vinha denunciando práticas fascistas nas colônias africanas desde o início da década de 1930. Além disso, a ênfase nas estratégias de construção do “comunismo em um país” e a necessidade de defesa da União Soviética diante da “iminente guerra imperialista”, representaram uma contradição com as articulações transnacionalistas que Padmore e outros intelectuais negros vinham imprimindo. Neste contexto, após perceber que as atividades do ITUCNW estariam sendo esvaziadas desde o comando central do partido comunista, em 1934, Padmore rompe com a estrutura comunista, sem deixar, entretanto, de ser um marxista ou de seguir na busca pela construção de uma internacional de trabalhadores negros.

IdE: Você é um especialista nos estudos sobre diáspora africana. Gostaria que você falasse um pouco sobre esse conceito e sua relação com a história de luta através dos quilombos, revoltas, greves, etc. nas Américas e no Caribe, além da importância desses processos para a conquista da abolição nessas regiões.

PaMtt: A conexão entre as lutas das populações negras através dos continentes é algo amplamente debatido pela literatura. O caso da Independência de Santo Domingos, talvez, seja o mais paradigmático do alcance e da ressonância de um evento na diáspora negra que tenha gerado desdobramentos radicais para o desfecho abolicionista no Atlântico. Para citar um intelectual negro com fortes vínculos com o pensamento marxista e com o movimento comunista, C.L.R. James, por exemplo, tentou estabelecer uma conexão entre a vitória de Toussaint L’Ouverture e a formação do Haiti, em 1789, e a revolução de 1959, em Cuba, por Fidel Castro. James, neste caso, busca estabelecer uma tradição revolucionária caribenha radical presente no espaço atlântico desde o século XVIII, que culminaria na efetivação de uma experiência socialista no Atlântico.

Entretanto, também é fundamental complexificar o conceito e o entendimento da diáspora. Porque, para além das conexões e vínculos criados e compartilhados pelas populações negras através do tempo em suas lutas por liberdade, há que se mapear, por exemplo, os vocabulários políticos que foram mobilizados e transformados ao longo destas lutas e suas motivações. Quais os laços que permitem conectar tais lutas através do tempo? Quais foram as ideologias e formas políticas que foram empregadas em tais lutas em seus respectivos contextos? Quais foram as rupturas e dissonâncias produzidas dentro da diáspora negra diante destas lutas? Neste sentido, é importante tomar o cuidado para não sobrepor os processos da diáspora, a tendência ao internacionalismo negro e o movimento Pan-Africano, por exemplo.

Está claro que a diáspora tem profundas relações com as lutas por liberdade, mas ela é um processo riquíssimo que permite aos interessados compreender as recriações culturais, dinâmicas demográficas, processos de exilio e deslocamento e, sobretudo, de transformações epistêmicas ao longo do tempo. A diáspora negra não deve ser vista apenas enquanto o pano de fundo no qual lutas se encadeiam por conta dos vínculos raciais e culturais. Deve ser vista, sobretudo, enquanto processo que permite que estas lutas se reproduzam, se choquem e se antagonizem diante das incessantes recriações do racismo, do colonialismo e do capitalismo moderno. Diáspora negra, neste sentido, é um processo mais complexo que a dispersão territorial desde o continente africano, visto enquanto origem, já que dispersões seguem ocorrendo desde outros polos. Ou ainda, um processo mais amplo do que a simples continuidade e coerência das lutas por liberdade das populações negras, tendo em vista que este mesmo processo comportou as lutas de Marcus Garvey e de W.E.B. Du Bois, por exemplo.

Quando se observa para o fenômeno do Pan-Africanismo, por exemplo, sobretudo em sua fase mais intensa, no pós-II Guerra Mundial, ou seja, momentos antes da onda de independências no continente africano, é tentador olhar para as experiências pregressas e concatená-las numa continuidade linear desde o primeiro brado contra a opressão colonial até a vitória das lutas de libertação. É preciso evitar esta tentação teleológica, ou seja, orientada desde seu fim e não de seus nexos históricos. Esta operação já foi realizada pela historiografia africanista que produzia no contexto das lutas de libertação, o que a levou a enfatizar a importância (e a totalidade) da “resistência” frente à expansão colonial contemporânea, mas também de vincular ações locais e pontuais no século XIX aos nacionalismos consolidados na década de 1950, por exemplo. Um exemplo desta historiografia pode ser encontrado no volume VII do História Geral da África, da Unesco, organizado por Albert Adu Boahen.

É fundamental que se observem estas lutas produzidas por populações negras em prol de sua liberdade, seja diante da opressão colonial ou da opressão do capitalismo moderno, de forma complexa. O conceito de diáspora, portanto, entendido enquanto processo criativo e complexo, que traz continuidades, mas também rupturas, nos auxilia no mapeamento destas lutas, suas especificidades e historicidades. É preciso olhar para a diáspora enquanto um processo que cria formas de luta originais e disruptivas diante do racismo e da colonialidade. Isto permitirá compreender de forma satisfatória as fases do Pan-Africanismo, enquanto movimento político, em suas vertentes e ênfases, bem como suas proposições e dissonâncias. O internacionalismo negro, por sua vez, deve ser visto como uma resposta criativa frente ao caráter global do imperialismo e do capitalismo que surge no contexto do período entreguerras, coexistindo com outras expressões internacionais, tais como o comunismo, expressando conexões transnacionais, muitas vezes. Não estando restrito à diáspora negra, estas conexões foram produzidas junto à intelectuais da Índia, como é o caso das aproximações entre George Padmore, Kwame Nkrumah e a ideologia da “desobediência civil” de Gandhi. Ou das aproximações entre comunistas negros e japoneses, como no caso de Sen Katayama. Compreendendo as opressões imperiais dentro de um arranjo global, as lutas negras da diáspora responderam com estratégias também globais. Contudo, o traço central que se deve buscar na diáspora negra é seu caráter radical. Tendo sido um processo em constante relação com o racismo moderno, o colonialismo e a colonialidade, o capitalismo moderno, a diáspora negra produziu, e produz, respostas radicais em sua crítica ao caráter racializado das opressões experimentadas pelas populações negras desde a chamada modernidade europeia.

IdE: Pablo, você é um pesquisador do Pan-Africanismo e de correntes teóricas e políticas que acabaram por reivindicar essa estratégia de luta negra. Gostaria que você pudesse comentar sobre as rupturas que o garveismo foi sofrendo ao longo dos anos 20 desde a criação da UNIA. É bem chamativo que a estratégia do “back to Africa" tenha levado a organizações a se adaptar às alas de extrema direita nos EUA como a Ku Klux Klan e que Garvey tenha mudado sua linha no Canadá para a utilização de “métodos constitucionais" para pressionar o parlamento, queria que você comentasse sobre isso também.

PaMtt: Antes de mais nada é importante diferenciar e compreender as nuances entre Marcus Garvey e o garveismo. Garvey é uma figura que inspira, até nossos dias, os sentimentos mais intensos e variados nas lutas antirracistas e pela afirmação de uma identidade negra. Contudo, como todo personagem histórico, deve ser observado com atenção a seu contexto e com atenção às contradições que abrigava. O que, via de regra, deve ser a lógica a ser considerada a todo indivíduo. O garveismo, por sua vez, foi um movimento intenso e amplamente difundido através do Atlântico. Apesar de Marcus Garvey ter falecido na década de 1940, o garveismo não desapareceu ou atenuou-se com sua partida física. O Canada é um exemplo disso. A UNIA chega ao Canada logo em meados da década de 1910. Em poucos anos diversas sessões são criadas em diversas cidades do Canada, espalhadas por diversas regiões. Com a prisão de Garvey, na década de 1920, e sua extradição dos EUA, na década de 1930, o Canada se torna sua plataforma de ação e, sobretudo, de recuperação das rédeas da organização. Desde sua prisão, as lideranças da UNIA haviam imprimido outros rumos à organização, rumos estes que se chocavam com os previstos por Garvey. O Canada é, portanto, o território privilegiado para que se percebam estas rupturas e transformações no garveismo pós-década de 1930.

Por conta das especificidades da população negra do canada e de sua formação vínculo com o território e com a diáspora, a retorica do Back to Africa, por lá, não obteve muito sucesso. Por identificarem-se enquanto canadenses negros e olharem para o continente africano de uma perspectiva muito tematizada pelas narrativas racistas, reivindicavam a permanência e a busca por direitos em território canadense, percebido como sua pátria acolhedora e terra prometida, desde os tempos das massivas fugas de escravizados dos Estados Unidos rumo ao norte pelas estradas clandestinas. Percebendo estas nuances, Garvey modulou sua retorica em busca de sobrevivência de sua organização, tal qual pensada por ele. De retorno à Jamaica, por exemplo, irá atenuar sua postura anti-imperialista e adotar uma retorica assimilacionista ao commomwealth britânico, por exemplo.
Como busquei ressaltar, a contradição deve ser a medida de análise do gênero humano. Mas no caso da intelectualidade negra envolvida nas lutas por liberdade e afirmação das identidades negras na contemporaneidade, tais contradições devem ser observadas sob a lente do pragmatismo e das oportunidades que se abrem. Sobre o caso das aproximações de Marcus Garvey com a Ku Klux Klan, por exemplo, é preciso que se observem as especificidades do contexto. Quais seriam os meios de que o movimento garveista obtivesse sucesso em seus desejos de migração para a África, vista dentro da UNIA como a “Terra das Oportunidades” dentro do regime Jim Crow? Não acredito que Garvey e muitos daqueles garveistas que buscaram o diálogo com a Klu Klux Klan (que, diga-se de passagem, era igualmente ampla nos EUA da década de 1920) o tivessem feito acreditando na benevolência dos brancos. Porém, diante da diminuição dos incentivos estatais à migração rumo ao continente africano desde o século XIX, quando da criação da Libéria, outras formas de financiamento ou pressão política seriam necessários. Neste sentido, ao passo que a Ku Klux Klan reivindicava os EUA enquanto território exclusivo dos brancos, Garvey e alguns de seus correligionários reivindicavam “a África para os africanos, do continente e de fora dele”.

IdE: Em seu estudo sobre o George Padmore você dedica uma parte bem interessante à relação dele com outro marxista, o C.L.R. James, sobretudo quando eles juntos com Amy Ashwood constroem a Internacional African Friends of Abyssinia. Gostaria que você pudesse comentar sobre essa relação e sobre esse grupo político e sua atuação.

PaMtt: George Padmore e C.L.R. James possuíam uma relação que remontava à Trinidad. Filhos de uma classe média negra, puderam ter acesso à educação e deslocamentos internacionais que os colocaram em contato com lutas e ideias que atravessavam o atlântico. James, relata que a casa de Padmore era repleta de livros, enfatizando a biblioteca do pai de Padmore, que era professor em Trinidad. Quando chegou a Londres, na década de 1930, James foi a uma sessão de debates políticos que contava com a participação de um George Padmore. Ao chegar ao local e deparar-se com Padmore, James de pronto o reconheceu. Contudo, para sua surpresa se tratava de Malcom Ivan Meredith Nurse, filho de James Hubert Alphonso Nurse, cuja biblioteca habitava as memorias de James. O que ocorre é que a atuação política de Malcom Ivan no movimento comunista ainda nos Estados Unidos, o obrigou a trocar de nome para George Padmore. Tal prática viria a ser de certa forma reproduzida por C.L.R. James, quando adota o pseudônimo de J.R. Johnson ao produzir reflexões dentro da tendência Johnson-Forest nos Estados Unidos da década de 1940. Em Londres, os dois intelectuais foram os responsáveis por articulações anticoloniais e anti-imperialistas centrais para o movimento Pan-Africano que se reorganizara no imediato pós-II Guerra Mundial.

Atuando em conjunto com Amy Ashwood desde a crise da Etiópia, em 1935, estes intelectuais organizaram uma rede transnacional de apoio à soberania da Etiópia, então ocupada por tropas fascistas de Mussolini. Aproveitando-se de certas liberdades que as cidades metropolitanas ofereciam, souberam articular junto à militantes dos territórios coloniais, bem como junto à políticos do parlamento britânico. Amy Ashwood era proprietária de um restaurante que era um verdadeiro quartel general da militância anti-imperialista negra. Sua liderança pode ser percebida diante de sua proeminência na organização das ações pró Etiópia, em 1935, quando estivera ao lado da delegação etíope na Trafalgar Square, em Londres.

A organização International African Friends of Abssynia, que posteriormente ficou conhecida como International African Friends of Ethiopia, teve papel fundamental na consolidação de uma rede internacional de apoio à Etiópia e à causa anti-imperialista. Este evento deve ser percebido enquanto um marco na história do Pan-Africanismo, pois, em sequência a este evento, a invasão da Etiópia, a organização se transformou no International African Service Bureau, que por sua vez publicou alguns números do jornal International African Opinion. Este jornal concentra diversas tendências políticas e aborda temáticas anticoloniais de um ponto de vista bastante original e disruptivo. O grupo que esteve à frente do IASB, George Padmore, Amy Ashwood, Jomo Kenyatta, Ras Makonnen, estiveram também à frente da organização do Quinto Congresso Pan-Africano, de 1945, sediado em Manchester. Este congresso marca uma ruptura com os congressos pregressos que estiveram sob a batuta de W.E.B. Du Bois. Ainda que Du Bois estivesse ainda presente em 1945 enquanto presidente do Congresso, sua presença foi calculada por Padmore, de forma que, a retorica anticolonial em prol das lutas de libertação não fosse vinculada a sua trajetória pessoal marcada por sua passagem no movimento comunista. Com Du Bois, figura que inspirava ares de moderação, reduziriam problemas com as autoridades britânicas.
Ressaltar a trajetória de Amy Ashwood nas lutas anticoloniais e anti-imperiais vem ao encontro da necessidade de se lançar luz na atuação de mulheres nas lutas contra o colonialismo e contra o imperialismo. Amy Ashwood possui ainda, a importância de ter valorizado suas raízes africanas, quando, na década de 1950, parte rumo à então, Costa do Ouro, em busca de seus ancestrais. Ao lado de Eslanda Goode Robeson, Claudia Jones, Mittie Maude Lena Gordon, mulheres que exerceram papéis centrais nas disputas políticas do século XX, Amy Ashwood merece mais pesquisas e análises.


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