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Entrevista com Iamara Viana: racismo estrutural, historiografia da escravidão e ensino de história

Entrevista com Iamara Viana: racismo estrutural, historiografia da escravidão e ensino de história

Iamara Viana ao longo da entrevista abordou a discussão sobre racismo estrutural e violência policial, e a relação destes com o passado escravista brasileiro. Também tratou das pesquisas recentes que tem feito, que evidenciam a luta pela liberdade, inclusive envolvendo letramento de escravizados e ameaças de greve. Discorreu, também, sobre a Lei 10.639 e a importância do ensino da história da África e da escravidão.

A entrevistada é pós-doutora em História pela UFRJ, doutora em História Política pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e mestre em História Social pela Faculdade de Formação de Professores da UERJ. Atualmente é professora do Departamento de Ensino Aplicado à Educação da UERJ, professora da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e professora da pós-graduação em História Comparada da UFRJ. Tem experiência na área de História, com ênfase em História do Brasil, História da Escravidão no Brasil, Morte de Escravizados e suas doenças, Ensino de História, História da Cultura Afro-brasileira na Educação Básica, Memória e Patrimônio.

A entrevista foi feita por Renato Shakur para o semanário teórico-político Ideias de Esquerda.

Leia um trecho da entrevista:

Uma coisa fantástica, que eu fiquei muito curiosa quando a gente pegou o documento, porque aí o Flávio (Gomes) trouxe o documento do Maranhão, que são os escravizados que vão se mobilizar e vão exigir direitos trabalhistas! Olha, isso é fantástico, não é? Vão fazer greve, não vão trabalhar! “A gente quer isso”, “a gente quer ter direito”. Eles (os escravizados grevistas) não vão solicitar, eles vão exigir e vão falar: “a gente não quer guerra, a gente quer paz”. Olha que fantástico isso! “A gente não quer guerra, a gente quer paz, mas a gente precisa disso… Por que a gente não pode vender os nossos produtos também, não é? Não podem ir no mesmo barco?” Porque eles iriam economizar. É fantástico pensar isso.

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