Entregadores de aplicativos fazem atos em SP por condições de trabalho frente a epidemia

Trabalhadores de aplicativos de entrega de comida como UberEats, Rappi e iFood, protestaram na tarde de hoje, segunda-feira (20) em vários pontos da cidade de São Paulo.

segunda-feira 20 de abril| Edição do dia

Os trabalhadores estão denunciando que estão sendo bloqueados e as taxas estão cada vez mais baixas, estão sendo obrigados a rodar 15km para ganhar 8 reais no máximo, o que mal paga o custo da viagem e que nem o básico para se protegerem estão recebendo.

Os entregadores protestam pela falta de segurança e principalmente nesse momento de crise do coronavírus, pela falta de Equipamentos de Proteção Individual (EPI), que segundo trabalhador eles têm que comprar do próprio bolso e que a maioria trabalha sem.

Veja também: Reforma Trabalhista e o coronavírus: como os jovens pagarão com suas vidas essa pandemia

viemos denunciando antes mesmo do início da pandemia os ataques que essa categoria de trabalhadores vêm sofrendo, que já nasceu sofrendo da máxima precarização com a falta de vínculo empregatício, falta de segurança nas ruas com prazos curtíssimos para as entregas, taxas baixíssimas para cada entrega, além de ter que utilizar do próprio veículo (que muitas vezes ainda é alugado).

Nesse momento, em que nos pedem isolamento, esses trabalhadores se mostram cada vez mais necessários, mesmo assim, lhes é negado o direito a trabalhar em segurança, algo tão básico e simples de resolver, que só não é resolvido pela falta de interesse das empresas que só visam ao lucro e pouco se importam com a vida das pessoas.

Para não ser os trabalhadores e os mais pobres a pagarem por esta crise com suas vidas, é necessária a disponibilização de testes massivos, materiais de prevenção, ampliação de leitos e respiradores à toda a população, assim como proibir as demissões e garantir o pagamento de R$2.000,00 a cada trabalhador desempregado ou que não esteja recebendo para garantir sustento a todos. Tais medidas não são do interesse de Bolsonaro e sua laia de ministros reacionários que querem que a população seja bucha de canhão nessa crise para garantir o lucro dos grandes empresários.




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