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PARALISAÇÃO DE ENTREGADORES | Entregadores de aplicativo do Rio de Janeiro protestam contra os altos preços dos combustíveis

Motoboys que prestam serviço para aplicativos de entrega, como Zé Delivery e Ifood, fizeram protesto na manhã desta terça-feira (9) em direção à ALERJ, denunciando os preços abusivos do combustível, que segue aumentando há dias, e também o valor insuficiente da taxa de entrega que recebem.

terça-feira 9 de março | Edição do dia

Foto: Reprodução/Redes Sociais

“Combustível caro? Trabalho precário? Só por cima dos motoboys em luta”. Mais uma vez os entregadores paralisam seus serviços reivindicando melhores condições de trabalho. Desta vez o alvo do protesto não é só as empresas para as quais trabalham, mas também o governo Bolsonaro, que com suas políticas de privatização da Petrobras vêm impondo aumentos absurdos nos produtos derivados do petróleo, como o gás de cozinha, o diesel e a gasolina.

Em vídeo gravado pelos manifestantes, eles alegam que com o preço da gasolina como está, passando de R$ 6,00, se torna impossível trabalhar. “Venha somar no nosso ato contra a alta dos combustíveis. Não estamos sozinhos nessa luta, essa luta é de todos os trabalhadores!”, este é o chamado que os entregadores fazem nas redes sociais, para que todos os trabalhadores se somem a eles nesta luta.

A precarização do trabalho é uma política que vem se intensificando nos últimos anos e teve um salto durante a pandemia com o aumento do desemprego e a alta demanda dos aplicativos de entrega. Com leis e reformas como a trabalhista e da previdência, o estado beneficia os grandes empresários e afunda os trabalhadores, principalmente jovens e negros, em um mundo sem direitos trabalhistas, com alta instabilidade e “salários” que mal dão para colocar comida na mesa.

O Observatório da Precarização do Trabalho e da Reestruturação Produtiva, do Esquerda Diário, realizou pesquisas com diversos trabalhadores e chegou a conclusões bastante importante sobre as consequencias da precarização para a saúde e a vida dos trabahadores, como por exemplo: 51 % dos motoboys e ciclistas que realizaram a greve no 1º de julho de 2020 em diversas cidades do Brasil já sofreram algum tipo de acidente enquanto trabalhavam, sendo que não contam com garantias para suas vidas e seus veículos por parte das empresas de aplicativos.

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O aumento dos preços dos combustíveis, que impacta diretamente na vida da classe trabalhadora brasileira, é uma consequência da privatização da Petrobras realizada por Bolsonaro, que colocou parte importante da empresa que antes era pública nas mãos de empresários com sede de lucro.

Veja também: Combustíveis caros: um projeto político do regime do golpe para favorecer o imperialismo

O Esquerda Diário presta total solidariedade aos entregadores que se colocaram hoje nas ruas por seus direitos. É só através da luta que faremos com que sejam os capitalistas que paguem pela crise que eles mesmos criaram.




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