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USP RUMO AO 19J | Entidades chamam plenária de estudantes, professores e trabalhadores da FFLCH rumo ao 19J

Os centros acadêmicos CAELL, CEUPES, CAHIS, CAF, CEGE, juntos com os sindicatos SINTUSP e a ADUSP convocam plenária dos três setores da FFLCH USP para debater os próximos passos da luta e a construção da mobilização do dia 19 de junho. Nós da Faísca e do Movimento Nossa Classe, nos juntamos ao chamado e à construção dessa importante iniciativa. À frente do CAPPF (Centro Acadêmico da Faculdade de Educação) junto com independentes, estaremos presentes também na plenária saudando o espaço e nos colocando dispostos a somar na articulação.

quarta-feira 16 de junho | Edição do dia

O escândalo de que universidades federais seriam fechadas ainda esse ano despertou uma faísca em muitos estudantes, que saíram às ruas no dia 29, ao lado de trabalhadores, buscando dar um basta a toda a situação colocada de ataques, mostrando sua disposição de luta para batalhar contra Bolsonaro, em um contexto em que toda a crise sanitária e econômica está sendo despejada nas costas dos trabalhadores, estudantes e setores oprimidos.

Para sexta-feira, 18/06, às 17:30, está sendo chamada pelos três setores da FFLCH USP uma plenária conjunta, em que estarão reunidos estudantes, trabalhadores e professores para que possamos a partir da FFLCH e dessas três categorias debater sobre como nos organizar diante de tantos ataques que ocorrem a nível nacional e que sentimos no dia a dia na universidade, seja com o corte de bolsas, ataques à permanência estudantil, sucateamento do CRUSP, precarização do trabalho, falta de contratação de professores, dentre tantos outros ataques promovidos também pela reitoria da universidade.

Nós da faísca e do Movimento Nossa Classe de trabalhadores da USP nos juntamos ao chamado e à construção dessa importante iniciativa. À frente do CAPPF (Centro Acadêmico da Faculdade de Educação) junto com independentes, estaremos presentes também na plenária saudando o espaço e nos colocando dispostos a somar na articulação.

Após a força que se mostrou nas ruas no dia 29M é fundamental darmos prosseguimento a nossa luta, com espaços democráticos em que estudantes das universidades federais e estaduais possam se organizar e decidir sobre os próximos passos da luta, com articulações a nível nacional a partir de cada universidade para golpearmos com um só punho nossos inimigos.

Um espaço como esse, que fomenta a unidade entre estudantes, professores e trabalhadores, é muito importante que seja construído em todos os cursos, com passagens em salas e ampla divulgação para que o máximo de estudantes estejam presentes e possamos articular a nossa luta com mais força.

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Estaremos nesse espaço defendendo também que para que possamos nos apoiar em toda a potência que se demonstrou no último dia 29, a nossa mobilização precisa ser organizada desde a base em cada universidade pelo país, só assim poderemos tomar em nossas mãos os rumos da nossa luta. Isso só pode acontecer se a UNE e as correntes do PSOL, PCB e UP que dirigem centenas de centros acadêmicos e DCEs pelo país, chamarem assembleias em cada universidade. Nossa luta não pode ser canalizada para uma saída institucional como o impeachment que coloca o Mourão na presidência e nem para uma via eleitoral rumo a eleição de Lula em 2022, que vem repetindo a velha história de alianças com a direita para poder administrar o estado capitalista.

Para que a mobilização se massifique, para obter conquistas na luta aqui na USP e nacionalmente, é preciso que toda a oposição de esquerda e o PSTU denunciem o que vemos ocorrer hoje na UNE por conta da atuação das correntes que estão em sua direção, PCdoB, PT e Levante Popular (correntes que também dirigem o nosso DCE na USP), entidade que deveria se colocar a serviço de construir uma forte luta dos estudantes em todo o país, mas que na prática decidem o calendário de lutas por fora de ouvir a opinião dos estudantes de maneira democrática e não fomentam espaços de debates sobre qual estratégia devemos seguir. Você sabia que o PT e PCdoB dirigem as principais entidades dos estudantes e trabalhadores do país (UNE e CUT)? Por que então não chamam uma paralisação nacional contra os cortes, reformas e privatizações?

Questões como essas nós da Juventude Faísca e Movimento Nossa Classe levaremos para esse espaço. É fundamental que ele seja construído amplamente, com passagens em sala e ampla divulgação para que muitos estudantes, professores e trabalhadores estejam presentes na plenária dos três setores da FFLCH, para que possamos discutir sobre nossas demandas em unidade e refletirmos quais os próximos passos da nossa luta.




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