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Brumadinho | Enquanto recorre na justiça para não indenizar famílias, Vale compra condomínio de luxo

A Vale compra condomínio de luxo ameaçado por atividade mineradora enquanto contesta a decisão judicial que determinou o pagamento de indenização às famílias dos trabalhadores da mineradora mortos no desastre. O valor da compra seria equivalente a três quartos do valor total das indenizações.

sexta-feira 28 de janeiro | Edição do dia

Foto: Antes e depois do rompimento da barragem Córrego do Feijão / reprodução Twitter

Frente ao laudo de um estudo geológico realizado na área do luxuoso Condomínio Jardim Monte Verde, que classificou a área como “área de risco” a partir de constatar instabilidade na região a partir de trincos e rachaduras que apareceram nas construções devido a atividade mineradora na região, a Vale comprou o condomínio.

Seja esse um gesto de solidariedade capitalista, já que “indenizou” dezenas de ricos, ou guiado pelos interesses capitalistas da mineradora já que o condomínio é localizado às margens da BR 040 é vizinho da mina Mar Azul, ao lado da mina Capão Xavier e muito próximo das barragens B6/B7, em contraste com a atitude mesquinha da empresa em contestar na justiça o valor indenizatório referente às mortes de trabalhadores na ocasião da tragédia, a atitude da empresa demonstra a total indiferença em relação às vidas perdidas, as centenas de famílias destruídas, às cidades que foram varridas pela lama que levou também poluição, doenças e devastação ambiental em Brumadinho.

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O valor da compra do condomínio seria de 100 milhões de reais, aproximadamente três quartos do montante total determinado pela justiça para indenizar as famílias de 131 trabalhadores da empresa que morreram em decorrência do rompimento da barragem do Córrego do Feijão que vitimou 270 pessoas. A Vale chamou de “absurdo… exorbitante… astronômico” o valor de aproximadamente R $131 milhões estipulado pela justiça dizendo que prejudicaria gravemente a mineradora que lucrou mais de R$80 bilhões nos três primeiros trimestres de 2021.

A postura da Vale deixa escancarado o cálculo capitalista que trata o risco à vida de comunidades todas e ao meio ambiente puramente como uma questão financeira e revela como conclusão, que é mais barato para a mineradora negligenciar os parâmetros de segurança e barganhar os custos das tragédias, sempre contando com a ajuda indispensável da justiça.

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