Sociedade

CRISE STF X FORÇAS ARMADAS

"Enquanto os golpistas brigam, as centrais sindicais deveriam organizar a luta", diz Maíra Machado

Professora Maíra Machado fala ao Esquerda Diário sobre a escalada de tensão e conflitos nas forças golpistas entre STF e Forças Armadas e afirma “Enquanto os golpistas brigam, as centrais sindicais deveriam organizar a luta".

sexta-feira 19 de fevereiro| Edição do dia

Os últimos acontecimentos nas alturas das instituições que levam a frente o regime do golpe contra a classe trabalhadora, demonstram fissuras e divisões entre os de cima. A declaração de Villas Boas, publicada em livro recente, de que seus tweets no dia anterior ao julgamento do habeas-corpus de Lula em 2018 estavam de acordo com o alto comando do Exército agitou o STF fazendo o ministro Edson Facchin, do alto de sua hipocrisia, se “indignar”.

Que essa conspiração golpista ressurja agora - seja expressando um conflito entre STF e Forças Armadas, seja se desenvolvendo como uma disputa que atravesse as duas instituições - é uma mostra de que o regime que vivemos hoje guarda todas as coordenadas desse período anterior, e precisa ser enfrentado globalmente. Foi este combate que não somente o PT abriu mão por inúmeras vezes. É nesse sentido que a professora Maíra ainda afirma:

“Diante de todos os ataques, portanto, essas divisões nas alturas poderiam abrir caminho para os setores de massas lutarem. Seria um ponto de apoio para exigir das direções dos movimentos de massas que rompam com sua passividade e lutem contra cada um dos ataques. Isso porque essas disputas entre STF, o parlamento e Forças Armadas é um salto de qualidade na divisão entre os de cima e isso significa que é ainda mais criminosa a política de passividade das centrais sindicais dirigidas pela CUT e pela CTB, da política de "Frente Ampla" com governadores golpistas e burgueses e da docilidade com o STF como "oposição responsável" contra Bolsonaro.”




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