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Fome | Em meio à fome, Bolsonaro afirma que ’alguns preferem morrer de fome do que derrubar uma árvore’

Nesta segunda-feira (25/7), o presidente Jair Bolsonaro (PL) atacou grupos pró-preservação e fez uma relação absurda entre as medidas de preservação ambiental e a fome. Bolsonaro disse que “alguns preferem morrer de fome do que derrubar uma árvore”. Enquanto isso, famílias no sertão do PE passam fome, sem ter nem um ovo para comer. Cerca de 60 milhões de brasileiros sofrem com algum tipo de insegurança alimentar.

terça-feira 26 de julho | Edição do dia

“O que tem de gente para atrapalhar, não está no gibi. Questões ambientais, alguns preferem morrer de fome do que derrubar uma árvore. É uma opção dele, mas não pode ser para o resto do nosso país”, apontou, durante a cerimônia de abertura do Global Agribusiness Forum 2022, em São Paulo.

"Exatamente por sermos importantes, por sermos aqueles que poderão dizer se o mundo vai passar fome ou não, tem gente de fora interessada em nosso país. Quem não pensa dessa maneira, no meu entender, está devendo muito. Devemos nos preocupar com a nossa pátria, com nossos bens, com aquilo que ninguém mais tem lá fora", emendou.

Bolsonaro também relativizou as queimadas na França para relativizar as queimadas no Brasil e no mundo: "Vocês não estão vendo na imprensa brasileira, mas há um incêndio enorme na França, florestas sendo queimadas. Imagine se fossem poucos hectares do pantanal sul-matogrossense, como estaria a mídia brasileira tratando desse assunto? Lamentamos as milhares de mortes na França, mas essas coisas acontecem e não se pode aproveitar momentos como esse de catástrofes para culpar outros países”, completou.

Também estiveram presentes no evento o ministro da Economia, Paulo Guedes; o ministro das Comunicações, Fábio Faria; ministro da Agricultura, Marcos Montes; o ministro do meio ambiente, Joaquim Alvaro Leite; o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, a presidente da Caixa Econômica, Daniella Marques, a deputada federal, Carla Zambelli (PL-SP) e os ex-ministros Tarcísio Freitas, Marcos Pontes, respectivamente pré-candidato ao governo e senado de São Paulo.

Enquanto isso, como mostra reportagem do G1, famílias no sertão do Pernambuco passam fome, sem ter nem ovo para comer.

De acordo com relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), divulgado no último dia 6 de julho, cerca de 60 milhões de brasileiros sofrem com algum tipo de insegurança alimentar. Durante a pandemia, o número de pessoas sem ter o que comer no país quase dobrou durante os dois anos de pandemia.

Os dados são do 2º Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil, realizado pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede PENSSAN).

No país com mais de 600 mil mortes pela covid, que viveu as filas do osso e que sofre com desemprego e inflação, o governo de Bolsonaro mata a população negra ou de fome, ou pela bala da polícia, como a chacina no Alemão. Precisamos ter um consumo de comida redistribuído, organizado pelo trabalhadores, sem desperdício e com alimentações saudáveis e completas para todos. Para isso, precisamos lutar contra esse governo de misérias nas ruas, sem conciliação de classes.




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