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Greve na TV Mundial | Enquanto donos da TV/Igreja Mundial vivem no luxo, seus funcionários estão com salários e direitos atrasados

Os trabalhadores da TV Mundial que vem sofrendo com atrasos no pagamento de salários e benefícios como vales refeição, além da falta de depósitos no FGTS, entraram em greve última terça-feira (9)

quarta-feira 10 de novembro | Edição do dia

IMAGEM: Reprodução/Redes sociais

Nesta terça-feira (9), os trabalhadores da TV Mundial, que transmite programas e eventos religiosos da Igreja Mundial do Poder de Deus, iniciaram uma greve frente a uma série de atrasos em relação a seus salários, recepção de vale-alimentação e refeição, assim como falta de depósitos no FGTS.

Os trabalhadores, em suas distintas categorias, como radialistas, jornalistas e outros serviços, vem se levantando diante de problemas que se expressam há anos por parte dos donos da emissora, denunciando a prática de atrasos de pagamentos por semanas ou meses enquanto algo frequente.

Tal situação absurda se agrava sobretudo num momento onde o custo de vida atinge brutalmente a classe trabalhadora, mediante o aumento da inflação, ao mesmo tempo que o próprio serviço público vem sendo sucateado através de inúmeras reformas e privatizações.

Porém, para a família do pastor Valdemiro Santiago, que são os donos da TV/Igreja Mundial, o descumprimento com os pagamentos desses direitos básicos e a manutenção dessas condições graves que esses trabalhadores passam em decorrência disso parecem não afetar a sua vida luxuosa. Não sendo inclusive a primeira vez dos donos de uma emissora esbanjarem o seu faturamento alto em meio a péssimas condições de trabalho impostas, como ocorreu na Rede TV neste ano.

Afinal de contas, a emissora que se arma de um discurso de que não há dinheiro para pagar os funcionários é suspeita de transferir seu patrimônio a Valdemiro, tendo pago cerca de R$ 1,2 milhão ao pastor no último ano, segundo o juiz Mário Roberto Negreiros Velloso.

Ao mesmo tempo, houve inúmeras situações de ostentação parte de membros de sua família, como a viagem que custou mais de R$ 300 mil por parte de Raquel Santiago, que administra as finanças da emissora ou mesmo a compra de um jato de US$ 59 milhões por parte do pastor nos últimos anos, segundo o jornalista investigativo Ricardo Setti.

Enquanto isso, esses trabalhadores pagam fortemente por este descaso, seguindo em greve para que sejam cumpridos os seus direitos. Desde o Esquerda Diário, nos colocamos em solidariedade a greve desses trabalhadores e seguiremos cobrindo este processo.




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