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Pandemia | Enquanto Rio é epicentro da Delta, Castro quer aulas presenciais

O governador do Rio de Janeiro quer aprovar decreto que muda regra para aulas presenciais dentro da fase vermelha. O Estado do Rio tem novas altas de casos e mortes pela circulação na nova variante.

sexta-feira 13 de agosto | Edição do dia

Na terça feira (10), Castro afirmou que a suspensão das aulas na Rede Estadual não será renovada, e que nesta sexta (hoje), lançará um novo decreto determinando o retorno das aulas. Até o momento, Castro e a Secretaria de Estado da Educação não apresentaram um real plano de retorno híbrido e de contenção da propagação da covid-19 nas escolas. Ou seja, o governo Estadual do RJ está pressionando pelo retorno inseguro das atividades escolares, ameaçando cortar do salário dos professores caso estes se recusem a retornar.

Com aumento dos casos na região Metropolitana do Rio de Janeiro, 36 municípios decretaram pausa nas aulas presenciais. Com casos batendo a bandeira vermelha com nova alta de transmissão, estado é o epicentro da variante da doença com país em médias baixas e avanço da vacinação.

Claudio Castro, defendendo o retorno inseguro, ignora a alta taxa de transmissão da variante delta da covid-19 entre os mais jovens, e quer permitir as aulas presenciais mesmo em municípios com a bandeira vermelha. Somente para a “fase roxa” de taxas de transmissão do vírus, é que as aulas ficariam suspensas no seu formato presencial.

Com advento da variante delta, mais transmissível e com crianças e adolescentes não vacinados, devem ser as comunidades escolares que decidam quando o retorno é seguro ou não e como organizar o próprio ensino híbrido ou remoto. Não deve ser a justiça que criminaliza greves e apoia reformas bolsonaristas, ou prefeitos como Paes, Washington Reis e Waguinho, que devem decidir sobre a educação, sim pais, alunos e professore a partir de cada escola.




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