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PANDEMIA | Enquanto Doria e Queiroga discutem na internet, 3ª onda segue avançando: vacina para todos já

Ontem (3), o governador de SP e o ministro da saúde trocaram acusações no twitter, com Doria responsabilizando Queiroga e o governo federal por não ter entregado vacinas, dizendo que não se importam com vidas, e com Queiroga tentando se eximir da responsabilidade. Porém nem o governo Bolsonaro, nem o governo de SP garantiram medidas que efetivamente combatessem a pandemia.

sexta-feira 4 de junho | Edição do dia

Doria tweetou ontem que “pelo visto, para o governo federal vidas não importam”, por conta do Ministério da Saúde ter dito que não repassou as vacinas recebidas da Pfizer por ser feriado. Que o reacionário governo Bolsonaro, com todo seu negacionismo e ódio de classe, não se importa com vidas, é algo que ninguém pode negar, porém tampouco o governador de SP, que protagonizou ataques contra professores e metroviários, é qualquer alternativa racional ao bolsonarismo.

Enquanto o governador de SP tenta se colocar como o salvador da pátria, aquele que “trouxe as vacinas”, a população ainda amarga com o desemprego, a fome, filas da UTI e milhares de mortes diárias, centenas só em SP.

O Brasil enfrenta agora o provável começo de uma 3ª onda, com a curva de mortes subindo, e apenas 21,17% dos brasileiros estão vacinados e 5 milhões não receberam a segunda dose. Nem o governo federal, nem os governadores ou STF, ou qualquer ator do regime esteve preocupado em salvar vidas durante toda a pandemia, não garantindo medidas elementares, como testes massivos, criação de leitos, EPIs e proibição das demissões, muito pelo contrário, no que diz respeito a aprovação de medidas que atacam a vida dos trabalhadores, como a MP 936 ou a privatização da Eletrobrás, estão todos juntos.

Doria em específico, assim como outros governadores, tais quais Leite e Zema, tentou empurrar um retorno às aulas completamente inseguro, o que custou a vida de dezenas de professores e trabalhadores da educação. Além de mais recentemente também ter implementado sua “Bolsa do Povo”, que dá uma bolsa miserável de R$ 500 em troca de serviços que antes seriam remunerados de forma bem menor precarizada.

Não podemos confiar em nenhum ator desse regime como alternativa à crise sanitária e econômica, é preciso lutar pela vacinação de toda a população já, através da quebra de patentes sem indenização às empresas e com produção sob controle dos trabalhadores, junto com a transferência de tecnologia e avançar para que os laboratórios sejam estatizados e colocados sob controle dos trabalhadores da saúde e pesquisadores.

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