Política

DEMAGOGIA

Enquanto Doria abre escolas, SP já tem 25 casos da nova variante da COVID-19

O Estado de São Paulo registrou até esta segunda-feira, 15, 25 casos da variante da covid-19 do Amazonas, dos quais 16 são de transmissão local (autóctone). O avanço da contaminação causa preocupação, mas o governador de São Paulo insiste em reabrir as escolas sem garantir as vacinas.

terça-feira 16 de fevereiro| Edição do dia

Foto: Ettore Chiereguini/Agif - Agência de Fotografia/Estadão Conteúdo

Conforme a Secretaria Estadual da Saúde, os casos da nova variante brasileira foram detectados em Araraquara (12), São Paulo (9), Jaú (3) e Águas de Lindoia (1). Um caso relatado em Campinas ainda não foi confirmado pelo governo do Estado. Há ainda outros sete relatos confirmados da variante britânica, todos de janeiro: cinco na capital e dois em Sorocaba. Todos também são de pessoas que tiveram contado com alguém de Londres, o que descarta, por ora, a transmissão comunitária.

A pasta diz que a confirmação de novas variantes ocorre por meio de sequenciamento genético, "além da investigação epidemiológica dos casos, como históricos de viagens e contatos". No caso de Araraquara, os 12 casos confirmados são autóctones, ou seja, não foram trazidos por pessoas que estiveram em Manaus recentemente. Parte dos casos na cidade chegou a ser classificada como sendo da cepa britânica, mas a classificação foi retificada com um ressequenciamento, aumentando o total da variante brasileira.

As variantes são preocupantes porque há a possibilidade de trazerem alterações na transmissibilidade, na letalidade e ainda ocasionarem reinfecções. Todos esses fatores estão sendo estudados e analisados em todo o mundo para verificar as reais complicações. Em Araraquara, o impacto da transmissão da nova cepa já desestabiliza o precário sistema de saúde pública da cidade. Ontem, não havia leitos disponíveis na cidade (100% de ocupação em enfermaria e em UTI) - os internados eram 197.

Diante de todo esse caos, João Doria (PSDB) faz demagogia em cima de sua vacina, que não alcança nem mesmo a totalidade dos trabalhadores da saúde, e impõe o retorno às aulas presenciais em escolas sem estrutura sanitária para isso. Além disso, também demitiu trabalhadoras da limpeza, tornando ainda mais impossível de garantir qualquer tipo de segurança sanitária. A APEOESP, sindicato dos professores da rede, já mostrou um levantamento de que, com uma semana de aulas presenciais, houve uma explosão dos casos de covid entre professores.

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Ao invés de buscar a unificação com os professores municipais e fortalecer a greve dos professores contra o retorno das aulas presenciais, com espaços de organização construídos em cada escola, a direção majoritária da Apeoesp, composta pelo PT e PCdoB, não veio construindo a mobilização durante a semana e decidiram por declarar greve das atividades presenciais, mantendo o trabalho remoto. Se aliando à esses ataques, no movimento estudantil, a UJS, juventude do PCdoB, lança carta reivindicando o retorno das aulas presenciais com o mesmo discurso de Rossieli.

É necessário a construção de polo antiburocrático, que tenha como objetivo exigir da direção majoritária do sindicato a unificação com professores municipais, que organize espaços de discussão e deliberação construídos pela base em cada escola e campanha contra o corte de ponto, disponibilizando os recursos do sindicato e organizando um fundo de greve para garantir condições de mobilização contra o corte de salário de Doria.

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Com informações da Agência Brasil e da Agência Estado




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