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CORONAVÍRUS

Enquanto Bolsonaro menospreza segunda onda, laboratórios privados tem altas de teste

Redes de laboratório privados em reportagem feita pelo O Estadão, divulgam que testes de covid-19 tiveram alta nos últimos 15 dias, em números de testes e em resultados positivos. Presidente durante a semana chamou risco de segunda onda de “conversinha”.

sábado 14 de novembro| Edição do dia

Leopoldo Silva/Agência Senado

De acordo com reportagem do O Estadão, laboratórios privados dos grupos Dasa e Fleury tiveram altas em número de testes de RT/PCR, que definem se o paciente está contaminado pelo vírus ao momento do exame. O grupo Dasa declarou aumento dos 8 mil exames RT-PCR diários do fim de outubro para 12 mil ao longo desta semana, alta de 50%, nacionalmente.

Enquanto no Fleury, o número de exames realizados nesta semana aumentou 30% em comparação com o volume de 15 dias atrás e o índice de testes com resultado positivo para covid-19 dobrou no mesmo período, passando de 8% para 15%, principalmente em São Paulo.

Com a Europa com números de covid maiores que no inicio do ano, a segunda de onda de covid deveria ser mais que uma preocupação. Enquanto isso, Bolsonaro em pronunciamento se refere à segunda onda como “conversinha”, e mantém seu discurso de priorizar a economia as custas das vidas do trabalhadores.

Fora dessa dicotomia imposta por Bolsonaro de economia versus quarentena, um plano de testes massivos bancados pelo Estado como um direito à população seria um passo à frente no combate a doença e a prevenção da segunda onda. Entretanto isso iria na contramão dos laboratórios privados, que lucram com os altos preços dos testes e exames laboratoriais.




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