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CONUNE Extraordinário | Encontro LGBT da UNE não dá direito de fala aos estudantes e não organiza a luta

Enquanto a luta contra Bolsonaro e Mourão se torna cada vez mais urgente, vários estudantes são impedidos de falar nos GTs do Encontro LGBT da UNE, e a vereadora Walkiria Nictheroy (PCdoB), que foi favorável a Reforma da Previdência em Niterói (RJ) que irá afetar principalmente os setores mais oprimidos da sociedade, é convidada de honra na mesa que inaugurou o encontro

Juliane SantosEstudante | Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo

quarta-feira 14 de julho | Edição do dia

O Congresso Extraordinário da UNE, que ocorre entre os dias 14 e 18 de julho, foi antecedido pelo Encontro LGBT no dia de hoje (14), ambos construídos por fora da participação ampla dos estudantes, sem votação de delegados em cada Universidade e excluindo a possibilidade de estudantes que adentraram na faculdade nos últimos dois anos poderem decidir, impondo uma votação com participação exclusiva da diretoria eleita em 2019, 70% composta pela UJS, PT e Levante Popular da Juventude.

Para além do processo de construção burocrática do congresso, a ampla maioria dos estudantes estão sendo impedidos de ter direito a voz nos GTs do Encontro LGBT e nas mesas realizadas no Conune já desde o primeiro dia, o que impede uma discussão ampla e democrática.

A direção da União Nacional dos Estudantes, composta pelas juventudes do PT, PCdoB e Levante Popular da Juventude, organizou o Encontro LGBT da UNE, realizado hoje, 14, onde foram realizados Grupos de Trabalho em que a ampla maioria dos estudantes não tiveram direito a voz, como o GT de Segurança pública: o avanço neoliberal e o impacto em nossas vidas e o Mundo do trabalho: jovens, LGBTs e trabalhadores! Um espaço como esse deveria estar a serviço de debater democraticamente, com todos os estudantes presentes, como organizar a luta LGBT, em aliança com os trabalhadores e demais setores oprimidos, contra todos os ataques do governo nojento de Bolsonaro e de todo o regime do golpe.

Enquanto os estudantes eram impedidos de falar, a vereadora Walkiria Nictheroy (PCdoB), que votou a favor da Reforma da Previdência em Niterói, que ataca principalmente os setores mais oprimidos da sociedade, foi convidada de honra da mesa que iniciou o Encontro LGBT. Além disso, figuras como Brisa Bracchi, vereadora do PT em Natal, destacaram uma suposta importância da auto-organização, enquanto seu partido anuncia ataques aos professores como fez Rui Costa (PT), governador da Bahia, anunciando cortes de ponto aos professores.

Em um momento de fortes ataques às LGBTs, com assassinatos como de Crismilly, Ana Paula, Gabriel e o escandaloso caso de Roberta, queimada viva em Recife, somados a profundos ataques do governo LGBTfóbico de Bolsonaro-Mourão, legitimadores da violência contra as LGBTQI+, que abrem ainda mais espaço para violência contra os LGBTs no país, governos, Congresso Nacional e STF, que estão juntos para garantir o lucro dos empresários e grandes capitalistas e atacar a classe trabalhadora e os setores mais oprimidos, seria fundamental que o espaço de um congresso nacional dos estudantes servisse para organizar nossa luta, com debates democráticos para refletir em qual estratégia devemos colocar nossas forças, e construir uma forte unidade entre estudantes, trabalhadores e setores oprimidos, confiando nas nossa própria luta e não esperando até 2022 e nem confinado em alianças com setores de direita e até de extrae direita arrependida, como Kim Kataguir e Joice Hasselman, precisamos organizar uma greve geral que barrasse todos os ataques.

A gente da juventude Faísca batalha para denunciar a política burocrática desses partidos que hoje dirigem tanto a UNE quanto as principais Centrais Sindicais do país, a CUT (dirigida pelo PT) e a CTB (dirigida pelo PCdoB), e por isso faz um chamado a oposição de esquerda com a proposta de uma plenária unificada da oposição à esquerda da direção burocrática da UNE, assim como seguimos na batalha pela forte e única unidade capaz de derrotar os ataques do governo Bolsonaro e Mourão, entre estudantes e trabalhadores, por uma greve geral.

Conheça nossa tese: Transformar nosso ódio em revolução! Fora Bolsonaro e Mourão!




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