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ED rodoviários | Empresários do transporte de Porto Alegre ameaçam não pagar salários dos rodoviários

Os patrões fazem todo tipo de chantagem contra os rodoviários e contra a população, tudo para proteger seus lucros. Ameaçam não pagar o salário do próximo mês, alegando uma suposta crise financeira. Entretanto, os livros de contabilidade dessas empresas, assim como parte dos valores inclusos no cálculo tarifário, seguem guardados a sete chaves pelos mesmos empresários que reclamam de crise.

quinta-feira 28 de outubro | Edição do dia

O aumento da passagem para absurdos R$ 4,80 não agradou a patronal, que exigia R$ 5,20. O valor do aumento foi sancionado por Sebastião Melo (MDB), o prefeito representante de Bolsonaro, que para agradar seus amigos empresários fez de tudo para aprovar a privatização da Carris e a extinção do cargo de cobrador, além de seguir despejando milhões mensalmente nos cofres desses mesmo empresários. Isso tudo sem contar que durante a pandemia abandonaram mais de 20 linhas, que foram garantidas pela Carris. Hoje, diminuem tabelas, superlotando ônibus e deixando a população esperando horas nas filas.

Melo e os empresários do transporte estão jogando a crise nas costas dos rodoviários e da população. E para conseguirem fazer isso contam com a ajuda da atual direção traidora do sindicato (Stetpoa), que nada fez durante a greve da Carris contra a privatização e a extinção dos cobradores, novamente virando as costas para a categoria. Essa semana reuniram com o Seopa (Sindicato das Empresas de Ônibus de Porto Alegre). Sentaram com a patronal para acordar como seguir com os novos ataques. A conclusão é a ameaça de paralisar caso não paguem os salários, mas sabemos que não podemos confiar nas palavras dessa direção do sindicato, pois há quilômetros de distância entre o que dizem e o que fazem, além de se mostrarem sempre dispostos a negociar os direitos dos trabalhadores com os empresários e com Melo.

Por tudo isso é necessário confiar apenas nas próprias forças de todos os rodoviários, da Carris e das privadas, em unidade com a população, contra Melo e os empresários do transporte. Os rodoviários da Carris deram um importante exemplo de qual via seguir, pois mesmo sem o apoio do sindicato se organizaram para defender seus postos de trabalho. Para o atual desafio, é necessário a organização dos trabalhadores em cada garagem e exigir que o sindicato convoque uma assembleia para que a categoria decida como agir em defesa de seus salários, contra as demissões e demais ataques em curso. São os rodoviários que podem de fato atender as necessidades do transporte da cidade. Esse punhado de empresários parasitas estão interessados apenas em seus lucros. Por isso defendemos um transporte 100% público, sob controle dos trabalhadores e usuários.




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