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Ataque aos povos indígenas | Empresário do PL de Bolsonaro é suspeito de movimentar 200 milhões com garimpo em terra Yanomami

O pré-candidato a deputado federal pelo PL, Rodrigo Martins de Mello, é acusado de operar garimpo ilegal em terras Yanomami. Foram mais de R$ 200 milhões em investimentos pelo governo federal de Bolsonaro, que pagaram por aeronaves sobrevoando pontos de garimpo e equipamentos para máquinas.

sexta-feira 20 de maio | Edição do dia

Imagem: Reprodução/ Facebook

Um grupo suspeito de operar garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami recebeu mais de R$200 milhões em investimentos nos últimos dois anos. O grupo é integrado pelo pré-candidato à deputado federal, Rodrigo Martins de Mello, pelo partido atual de Bolsonaro, o PL.

Os investimentos recebidos pelas empresas de Mello tiveram seu auge no governo Bolsonaro, que flexibilizou o garimpo ilegal e a invasão das terras indígenas, e remontam desde 2014, durante o governo do PT que também fortaleceu o agronegócio.

- O PT plantou e Bolsonaro colheu: agronegócio e classes sociais no interior do país

A empresa investiu em aeronaves com direção a garimpos localizados nas terras Yanomami, grande quantidade de combustível, equipamentos para máquinas de garimpo e tinha coordenadas de pontos de mineração. Os funcionários afirmaram ainda que tinham a função de pagar pilotos de helicópteros, fazer saques fracionados, administrar pontos de garimpo e transferir dinheiro para fora do país por meio de doleiros.

Os Yanomamis sofrem ataques horríveis, tendo suas terras invadidas pelo garimpo ilegal, seus integrantes mortos em conflito e suas mulheres e crianças estupradas e violadas por garimpeiros. As ameaças ao povo Yanomami, que recentemente tiveram que abandonar o seu território em busca de segurança, e aos povos indígenas são constantes sob o governo Bolsonaro, inimigo da demarcação e dos povos originários, e não serão superadas pelo governo do PT, que fortaleceu durante anos o agronegócio que hoje ataca e assassina indígenas. Apenas a luta e mobilização junto aos trabalhadores podem lutar contra o bolsonarismo, o agronegócio e os ataques contra os povos indígenas.




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