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PRIVATIZAÇÃO CEDAE | Empresa privada responsável pela poluição na Baía de Sepetiba é candidata no leilão da CEDAE

A privatização da água no Rio está para efetivada nessa sexta-feira após Fux derrubar a liminar e garante o leilão da água. Mas alguns lugares do estado e da cidade já foram previamente privatizados. Como é o caso da Área de Planejamento 5 (AP5) da cidade do Rio de Janeiro na Zona Oeste, que foi concessionada pela Prefeitura do Rio em maio de 2012 para a Mais Saneamento.

terça-feira 27 de abril | Edição do dia

Hoje a região está com problemas de saneamento e é alvo de noticias da mídia tradicional culpando a cedae interessadamente pela água contaminada para favorecer a privatização.

A empresa hoje é responsável por poluir as praias de Guaratiba e a Baía de Sepetiba. A conta é paga nas tarifas altas da Mais Saneamento, paga pelo ecossistema da região, e pela Cedae que tem que limpar.

O consórcio privado Mais Saneamento é responsável pela poluição da baía de Sepetiba, na Zona Oeste do Rio, por canalizar o esgoto de centenas de milhares, despejando diretamente na baía. Tudo ocorre com a complacência da Prefeitura de Eduardo Paes e com a blindagem da mídia. Prefeitura e meios de comunicação querem privatizar a Cedae, e por isso escondem os efeitos nefastos que a privatização do saneamento já faz na cidade do Rio de Janeiro.

O consórcio Zona Oeste Mais Saneamento é responsável por nada menos que o saneamento de cerca de 1,7 milhão de habitantes da capital do Rio de Janeiro, atendendo os moradores dos seguintes bairros: Bangu, Gericinó, Padre Miguel, Senador Camará, Campos dos Afonsos, Deodoro, Jardim Sulacap, Magalhães Bastos, Realengo, Vila Militar, Campo Grande, Cosmos, Inhoaíba, Santíssimo, Senador Vasconcelos, Barra de Guaratiba, Guaratiba, Pedra de Guaratiba, Paciência, Santa Cruz e Sepetiba.

Este consórcio é ligado à maior empresa de saneamento privado do Brasil, a BRK Ambiental, que está presente em várias das grandes e médias cidades do país. Responsável pelo Saneamento e fornecimento de água, a empresa vem priorizando a troca dos hidrômetros ao invés de fazer obras para parar de despejar esgoto em áreas de preservação ambiental.

A BRK Ambiental é uma das várias empresas que está de olho na privatização da Cedae. Um exemplo de como a privatização só irá piorar a qualidade da água. Pelo contrário, seria necessário investigar os pontos de despejo de esgoto, em sua maioria na própria região aonde a empresa tem sua concessionária, justamente nas áreas próximas ao Rio Guandu.

Para barrar a sanha privatista dos capitalistas é necessário a mais ampla mobilização dos trabalhadores da CEDAE em aliança com a população fluminense. Junto a isso, é necessário lutar por uma CEDAE 100% estatal, gerida pelos trabalhadores, com controle da população.

Abaixo a privatização da CEDAE, a CEDAE é do povo!

Envie sua denúncias sobre os descasos dos governos contra a população ou os trabalhadores e trabalhadoras. Podem enviar no zap 11 97750-9596 mensagens em texto, áudio, vídeo, garantiremos o anonimato.




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