Política

MAMATA

Empresa de Renan Bolsonaro recebe serviços de comunicação pagos pelo governo federal

"Astronautas", produtora de conteúdo digital e comunicação corporativa que presta serviços ao governo federal, fez cobertura com fotos e vídeos da festa de inauguração de uma empresa de Jair Renan Bolsonaro, 22, filho de Bolsonaro, de graça.

quinta-feira 10 de dezembro de 2020| Edição do dia

Foto: Reprodução/Instagram camarote_311

A empresa prestou inúmeros serviços de comunicação ao governo federal, tendo recebido ao menos R$1,4 milhão. Peças de vídeos para o Ministério da Saúde de R$642 mil, segundo a Folha, para o MEC, de R$729,9 mil, contratada por agência de publicidade que presta esses serviços ao governo. A Astronautas também produziu vídeos para o Ministério do Turismo e para o programa Pátria Voluntária, articulado diretamente pela primeira-dama Michelle Bolsonaro, e vinculado à Casa Civil.

Já para pai e filho Bolsonaro, o vídeo postado nas redes da festa de inauguração da Bolsonaro Jr Eventos e Mídia de Renan, que aconteceu em camarote do Estádio Mané Garrincha em Brasília, foi feito de graça.

A relação do proprietário da Astronautas, Frederico Borges de Paiva, com a família e aliados do presidente demonstra ser bastante próxima. Paiva compareceu ao evento e aparece nas imagens, abraçando Renan. Nas redes sociais, o empresário exibe uma foto ao lado do deputado federal Hélio Lopes (PSL-RJ), um dos principais aliados de Bolsonaro.

A família Bolsonaro é marcada por seus privilégios e mamata a partir dos benefícios de fazerem parte do governo. Existem inúmeras provas disso, como o auxílio-moradia da família em 2018, mas o mais recente e escandaloso são as transferências bancárias eleitorais de todos os Bolsonaros candidatos.

O presidente e seus filhos fizeram diversas doações em dinheiro vivo para irrigar suas campanhas eleitorais no ano de 2008 a 2014. R$100 mil em espécie foram injetados no total nesse período. Com correção devido à inflação, os valores em soma chegam a R$163 mil.

Segundo o Ministério Público do RJ, Flávio Bolsonaro movimentou R$2,89 milhões em dinheiro vivo, que teriam como origem o esquema de devolução de salários no seu antigo gabinete na ALERJ. A famosa “rachadinha”, de acordo com investigadores, foi operada pelo ex-assessor Fabrício Queiroz, que por sua vez, recebeu mais de R$2 milhões de 13 assessores de Flávio, de 2007 a 2018, por meio de transferências bancárias e de depósitos em espécie.

O histórico corrupto da família Bolsonaro é extenso e escancara o desprezo do governo pelas vidas dos trabalhadores. Enquanto a classe trabalhadora e o conjunto da população enfrentam a segunda onda da covid-19, Bolsonaro garante as festas da sua família. Os bens dos corruptos e seus familiares beneficiados pelos esquemas devem ser confiscados para que esse dinheiro volte para os trabalhadores por meio de direitos, e eles sejam julgados por júri popular, e não pelos também privilegiados e golpistas do Judiciário. Que todo político e juiz ganhe igual a uma professora.




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