Política

Em vídeo junto de Bolsonaro, Crivella minimiza mortes por Covid: “morreu menos do que o esperado”

Em vídeo gravado junto de Bolsonaro Crivella minimizou a todo momento as mais de 160 mil vidas perdidas no país pelo Covid-19 e diz que precisamos reabrir tudo para “retomar a economia”, enquanto ainda morrem ao menos 300 brasileiros por dia vítimas da doença.

terça-feira 3 de novembro| Edição do dia

Imagem: Fernando Frazão/Agência Brasil

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (Republicanos), defendeu a retomada da economia carioca, já que, segundo ele, na capital fluminense, não aconteceram "as mortes previstas pelos especialistas da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz)". A fala do prefeito encerrou uma apresentação ao vivo em sua página no Facebook na qual, pela primeira vez, apareceu ao lado do presidente Jair Bolsonaro, recebendo apoio à sua candidatura à reeleição.

Crivella disse que apresentará medidas de retomada nesta terça-feira, 3, "depois de todo faseamento (divisão de tarefas) com comitês científicos". Segundo o prefeito, com as medidas tomadas e equipamentos comprados para enfrentar a pandemia no Rio, o número de mortes por contaminação pelo novo coronavírus ficou abaixo da projeção de 3% da população feita pela Fiocruz. Crivella calculou o número de óbitos em cerca de 10 mil, segundo ele, quase 20 vezes menos do que previram os especialistas. "Agora precisamos retomar a economia, já que as curvas todas, há meses, estão descendentes", disse.

Bolsonaro e Crivella se encontraram para que o presidente gravasse apoio ao candidato ultra-reacionário a reeleição na capital fluminense. Ambos têm em comum o desdém e o desprezo pelas milhares de vidas perdidas no Brasil durante a pandemia e seguem a cartilha de minimizar a todo momento a pandemia.

Crivella é um dos maiores responsáveis pela falência da saúde pública carioca e já protagonizou casos escandalosos como quando direcionava fiéis da sua igreja a vantagens para "furarem fila" do atendimento público, no caso da sua assistente Márcia e colocou equipamentos que iam para uma Unidade de Saúde em uma de suas igrejas na favela da Rocinha, Zona Sul do Rio de Janeiro.

Com informações da Agência Estado.




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