AUXÍLIO EMERGENCIAL

Em troca da ampliação do auxílio emergencial, Paulo Guedes articula mais ataques

Para o ministro da economia, a prorrogação do auxílio emergencial deve vir acompanhada de reformas e da manutenção do teto dos gastos. Isso escancara que a prioridade do governo, em plena pandemia, é o lucro dos capitalistas e não a vida dos trabalhadores.

quinta-feira 4 de fevereiro| Edição do dia

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Nesta quarta-feira, segundo a colunista do UOL Thais Oyama, Paulo Guedes sinalizou a possibilidade da prorrogação do auxílio emergencial e condicionou a isso o andamento das reformas e o respeito ao teto de gastos. Segundo ela, a prioridade dos novos presidentes do congresso seria pautar o auxílio emergencial e a prioridade do governo, as reformas.

O discurso de que, para aprovar a ampliação do auxílio emergencial seria necessário o andamento das reformas e o respeito ao teto de gastos, não passa de demagogia que tenta esconder o principal objetivo do governo e de todos os golpistas: a retirada de direitos dos trabalhadores para garantir maiores lucros para os capitalistas.

Assim, Bolsonaro, de maneira oportunista, se aproveita da pandemia e da necessidade da população por um auxílio para passar seus ataques contra a classe trabalhadora, intitulados de reformas.

O argumento dos capitalistas a favor dessas reformas já está ultrapassado. Desde o golpe de 2016, as reformas dos governos Temer e Bolsonaro tiveram como resultado a precarização do trabalho e o aumento do número de desempregados no país. Esses ataques históricos tendem a aumentar cada vez mais nesse próximo período de continuação e aprofundamento da crise econômica e sanitária.

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No mesmo sentido, o teto de gastos, que restringe o investimento do governo em gastos básicos como saúde e educação, tem como consequência o sucateamento da saúde, que pôde ser visto na crise de Manaus, e também a precarização da vida dos trabalhadores, que receberam um auxílio insuficiente para qualquer família se manter. Em contraponto, o pagamento da dívida pública fraudulenta continua destinando aos banqueiros grande parte do orçamento público, que poderia ser usado no combate a pandemia e no investimento em vacinas, para satisfazer o capital estrangeiro e a burguesia nacional.

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Por isso, é necessário enfrentar Bolsonaro e todo o regime do golpe confiando apenas na força da classe trabalhadora. Somente essa classe organizada é capaz de barrar todos os ataques desferidos contra ela, exigindo de suas direções sindicais que organizem um plano de luta real para unificar a classe trabalhadora numa só luta contra os ataques e por um plano de emergência para enfrentar a crise sanitária e econômica.

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