7 DE SETEMBRO

Em pronunciamento Bolsonaro fala em soberania nacional mas continua capacho de Trump

Em pronunciamento no dia da Independência, Bolsonaro enfatizou que o “Brasil dizia ao mundo que nunca mais aceitaria ser submisso a qualquer outra nação”, mas a atuação de seu governo diz o contrário.

terça-feira 8 de setembro| Edição do dia

No seu absurdo discurso de 7 de setembro, além de defender a falácia da democracia racial e a ditadura militar que matou e torturou opositores do regime como uma das “lutas pela liberdade”, Bolsonaro destacou a soberania nacional em seu discurso e reafirmou que tem “compromisso com a Constituição e com a preservação da soberania, democracia e liberdade, valores dos quais nosso País jamais abrirá mão". Entretanto esse discurso não passa de uma tentativa de mascarar a sua política de subserviência ao imperialismo norte-americano de Trump.

Desde as eleições de 2018, Bolsonaro declara seu apoio cego ao presidente norte-americano, e até demonstrou o seu amor a Trump com um claro “i love you”(eu te amo) durante a Conferência da ONU em 2019. Durante crise do coronavírus não foi diferente, seguindo Trump, Bolsonaro defendeu a reabertura da economia e o fim da quarentena na ascensão dos casos do covid-19, enquanto vários cidades já se encontravam em colapso sanitário, isso para sanar a ganância do mercado em detrimento da vida de centenas de brasileiros.

Bolsonaro, junto com o seu ministro ultra neoliberal Paulo Guedes, além de aplicar suas Medidas Provisórias que vem atacando ainda mais a classe trabalhadora, que está encurralada entre a contaminação pelo coronavírus e a demissão e retirada de direitos, quer avançar ainda mais contra os trabalhadores com a Reforma Administrativa e com as privatizações, que vão colocar as empresas estatais estratégicas do país na mão as empresas imperialistas - como é o caso da Petrobras e dos Correios, onde os trabalhadores estão em uma greve nacional - deixando o país ainda mais de joelho a capital estrangeiro.

Tentando fazer demagogia, Bolsonaro e Guedes, afirmam que o Estado teria mais dinheiro para saúde e educação com as privatizações, mas na verdade é mais uma forma de arrecadar mais dinheiro para pagar a fraudulenta dívida pública, meio através do qual o imperialismo drena as riquezas do país e que é para onde é endereçada qualquer fundo extra que o governo consiga obter, como também foi no recente caso do lucro obtido pelo BNDES, que transferiu cerca de 2 bilhões de reais para o tesouro nacional que foi utilizado exclusivamente para abastecer o pagamento da dívida pública ilegal.

Bolsonaro com Paulo Guedes e sua coleção de militares já mostrou que frente a crise não priorizará a vida dos trabalhadores, mas sim do grande empresariado internacional. Frente a esse governo que lambe as botas do imperialismo é preciso mais do que nunca defender o não pagamento da dívida pública e que a riqueza seja redirecionada para a saúde e educação e controlada pelos trabalhadores.

Para isso é fundamental uma saída política independentes dos trabalhadores, defendendo o Fora Bolsonaro, Mourão e militares, sem confiança em setores como STF e Congresso, que mesmo com suas divergências de como gerir o regime, tem consenso em fazer com que os trabalhadores paguem pela crise. Com isso, é preciso levantar a necessidade de uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana, imposta pela luta da população contra esse regime político degradado do golpe institucional, para que os trabalhadores possam decidir de fato os rumos e as riquezas do país, pois são eles que fazem com que tudo permaneça em pé.




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