Educação

Em plena quarta-feira de cinzas professores de SP mostram sua força e votam paralisação

sexta-feira 28 de fevereiro| Edição do dia

Em plena quarta-feira de cinzas professores do estado de São Paulo mostram sua disposição de luta e aderem a paralisação contra os ataques de Dória. 

Os professores se mostraram indignados frente as mentiras do governador que afirma que os professores estaduais são bem pagos, mas preguiçosos que “ficam em casa tomando suco de laranja”. Além da falácia propagada de reajuste salarial, mas que não passa de um abono complementar, que serve para acobertar uma reforma da previdência no estado ainda mais dura que a do governo federal, aumentando a contribuição previdenciária para 14%, um verdadeiro confisco, e fazendo o professor trabalhar por até 40 anos. 

Mais uma vez os professores mostram sua disposição de luta, deixando claro que não dão nenhum aval para o governo implementar as reformas e ajustes que precarizam ainda mais as escolas, o ensino e o trabalho docente, votando em números expressivos a adesão à paralisação do dia 03 de março, quando os deputados tentarão aprovar em definitivo a Reforma da Previdência do Doria. Nessa quinta-feira as noticias de novas adesões continuaram chegando, mostrando uma tendência de crescimento da mobilização. 

Sobre os intentos autoritários de Bolsonaro e seus generais para endurecer ainda mais uma democracia já bastante degradada, diversos professores também mostraram que as ameaças do presidente não passam incólumes e também terão a oposição e resistência dos professores. Não é possível defender direitos hoje no país sem rechaçar fortemente as ameaças de Bolsonaro contra as instituições, e o caminho para isso é o mesmo que apontaram os petroleiros em greve no último mês em todo país.

Os dois últimos dias foram de professores em todo o estado debatendo e tentando se organizar, e precisamos avançar cada dia mais até que nossa mobilização consiga barrar as reformas de Doria e inspirar os trabalhadores de conjunto para combater o autoritarismo de Bolsonaro.

Os professores do estado de São Paulo já mostram por inúmeras vezes a força e disposição de luta dessa categoria gigantesca e presente em todos os lugares do estado. Essa nova mobilização acontece apesar da direção majoritária da Apeoesp, tendo à frente a deputada Bebel Noronha, que atuam com um verdadeiro “corpo-mole” na luta contra a reforma da previdência de Doria, não organizando um plano de lutas efetivo para usar essa força para enterrar de vez a reforma da previdência e exigir reajuste real nos salários.

A direção sindical canalizou até agora todas as energias para o parlamento e o judiciário, como se pudéssemos confiar nessa casta de privilegiados que tem garantido gordas aposentadorias. Uma estratégia que já se mostrou falha na luta contra a reforma da previdência Federal e na votação em primeiro turno da reforma de Doria.

O Movimento Nossa Classe Educação faz um chamado para todos os professores estaduais aderirem à paralisação no dia 3 para lotar a Alesp na próxima tterça-feira.

Envie ao Esquerda Diário a adesão à paralisação de suas escolas. Vamos mostrar a todos que os professores querem lutar por melhores condições de trabalho, mas também de ensino. 

Só a nossa mobilização pode barrar Doria e seus ataques aos servidores, professores e educação. Por isso no dia 3 paralise sua escola e venha para a ALESP: Todos ao ato às 14h, contra a Reforma da Previdência e por reajuste real de salário.




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