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RACISMO ESTRUTURAL | Em plena pandemia desigualdade salarial entre negros e brancos bate recorde de R$1.492

Diferença salarial entre negros e brancos chegou à R$ 1.492, escancarando o racismo estrutural e a precariedade da população negra, que é a que mais morre pela pandemia. Bolsonaro, Militares e os governadores, responsáveis pelo recorde de 1.832 na média móvel de mortes, são os que mais fazem de tudo para manter essa desigualdade em detrimento dos lucros dos capitalistas

terça-feira 16 de março | Edição do dia

Rivaldo Gomes/Folhapress

No terceiro trimestre de 2020, a diferença salarial entre negros e brancos chegou à R$ 1.492, o maior valor desde 2012, ano de início da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), do IBGE. Esse dado só expressa o racismo estrutural e a desigualdade entre negros e brancos no país.

Como mostramos aqui, famílias chefiadas por negros no Brasil vivem com praticamente metade do total despendido pelas famílias que têm como referência uma pessoa branca.

Em estudo do Afro (núcleo de pesquisa e formação em raça, gênero e justiça racial do Cebrap), assinado por Caio Jardim Souza, Gisele Silva Costa e Thayla Bicalho Bertolozzi, mostra que a taxa de desemprego dos negros subiu de 11,4% para 16,6%, enquanto entre brancos subiu de 9,17% para 11,5% entre maio e novembro.

Se soma a esses dados absurdos a pesquisa feita pela Organização para Cooperação do Desenvolvimento Econômico, em que se revelou que no Brasil as mulheres negras ganham 60% a menos que os homens brancos. Esse dado expressa a verdadeira face do capitalismo no Brasil, onde os postos de trabalhos mais precários são ocupados pelas mulheres negras, garantindo lucros exorbitantes para a nossa elite escravocrata.

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Em meio à pandemia, os mais afetados e sujeitos à morte é a parcela negra da população, concentrada em bairros periféricos sem presença alguma do Estado para a prestação de serviços essenciais como a saúde, saneamento básico e moradia digna; apenas aparecem com sua polícia racista e assassina. No caso das mulheres, são as que mais pagam com o trabalho doméstico redobrado e a violência patriarcal que aumenta com o isolamento social.

Bolsonaro, Militares e governadores levaram o Brasil ao recorde de 1.832 na média móvel de mortes, o que se combina com a situação precária de vida da população negra no Brasil. Sendo quem mais morre por COVID-19, os negros tem sido sacrificados para garantir a manutenção dos lucros da burguesia. Isso não é um “acidente”, mas parte da herança de um país que tem uma elite escravocrata, que tem como legado mais de três séculos de escravidão.

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