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Entregadores | Em meio a pandemia, cresce 400% o número de processos trabalhistas contra aplicativos

Segundo a justiça do trabalho, o número de processos envolvendo aplicativos cresceu mais de 400%. A maior parte dos casos são relativos a ações de reconhecimento de vínculo empregatício entre os trabalhadores e as empresas.

segunda-feira 1º de novembro | Edição do dia

Em 2019, tiveram 61 processos trabalhistas envolvendo os aplicativos de entregas e de transportes. Em 2021, esse número saltou para 256 processos até o momento. Destes, 56% são ações para reconhecimento de vínculo empregatício. Para o judiciário, esta relação existe pelo controle exercido pelas empresas sob os trabalhadores, o que é negado por parte dos capitalistas donos das empresas.

Com a alta do desemprego, com a inflação astronômica oriunda da política de Paulo Guedes e Bolsonaro, muitos trabalhadores recorreram aos aplicativos para ter algum nível de renda, apesar das jornadas extenuantes de trabalho e da falta de direitos trabalhistas que colocam estes trabalhadores em situação de extremo risco e exploração. Segundo estudos do Ipea, no Brasil, cerca de 1,9 milhões de pessoas trabalham com aplicativos.

Contudo, greves dos trabalhadores de aplicativos vêm acontecendo desde o último ano. Em outubro, aconteceram greve dos trabalhadores em Jundiaí, Paulínia, São Carlos e Bauru, em São Paulo, e Maceió, em Alagoas. Entre suas importantes reivindicações está o reajuste das tarifas de entrega, o fim da coleta dupla, e o fim do bloqueio nos aplicativos.




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