Sociedade

Em meio a pandemia, Bolsonaro deixa 58 mil pessoas sem remédio para doenças autoimunes

57.957 pessoas que fazem tratamento para controle de doenças com o medicamento adalimumabe estão sem o medicamento desde e a metade de 2020.

quinta-feira 1º de abril| Edição do dia

Foto: MJ_Prototype/istock

Desde o segundo semestre de 2020, o SUS enfrenta o desabastecimento de adalimumabe, medicamentos essencial para o tratamento de doenças autoimunes.

De acordo com o Movimento Medicamento no Tempo Certo, da ONG BioRed Brasil, só em São Paulo já são 19.306 pessoas afetadas com o falta do remédio que é adquirido pelo governo federal e distribuído aos estados.

Entre janeiro e março de 2021, o Movimento Medicamento no Tempo Certo recebeu 700 denúncias sobre falta do medicamento em todos os estados brasileiros, após as irregularidades na entrega começarem em julho.

O Ministério da Saúde afirmou que enviou o medicamento, que custa mais de 9 mil reais por mês se comprado na farmácia, foi suficiente para atender os pacientes cadastrados nos últimos três meses de 2020 e nos primeiros 39 dias de 2021 e que está aguardando processo fiscalização para continuar o abastecimento. Entretanto, só no primeiro semestre seriam necessárias 173.871 caixas, mas foram enviadas 87.795.

Mais uma vez, o governo Bolsonaro e seus ministro, mostram quais são suas prioridades frente a uma pandemia, e não é com a saúde da população. Enquanto gastou mais de R$2 milhões nas suas férias na pandemia, deixa a população a mercê da sorte frente a falta de leito.

Leia também: Entre recordes de mortes por Covid, de desemprego e de ataques: só nossa classe pode impor uma saída de emergência




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