Política

BOLSONARO E AS FAKE NEWS

Em meio a mais de 250 mil mortes, Bolsonaro continua a reproduz informações falsas sobre a Covid-19

Em meio ao aprofundamento da crise sanitária no Brasil, Bolsonaro continua a reproduzir informações falsas sobre a pandemia de Covid-19.

sábado 27 de fevereiro| Edição do dia

Imagem: Uol

Segundo informações do Estadão o estudo citado por Bolsonaro na última Quinta-Feira (25 de Fevereiro) em sua Live semanal, para realizar críticas ao uso das máscaras em crianças, seria uma análise com falhas e incapaz de trazer informações concretas sobre esse uso.
Para realizar tais críticas Bolsonaro se baseou no Tuíte do médico Alessandro Loiola (alvo de verificações pelo Projeto Comprova por espalhar fake news).

Contudo, ao que tudo indica, no estudo citado pelo médico e por Bolsonaro, os pesquisadores apenas realizaram a coleta de informações via questionário, sem um estudo aprofundado sobrer o tema. O Estudo está na fase pré-print e não foi avaliado por pares, além disso, no site no qual o estudo está disponível, há a seguinte menção:

Este estudo é baseado em uma pesquisa sobre os efeitos adversos do uso de máscara em crianças. Devido a múltiplas limitações, este estudo não pode demonstrar uma relação causal entre o uso de máscara e os efeitos adversos relatados em crianças. A maioria dos respondentes eram pais, e a pesquisa foi distribuída preferencialmente em fóruns de mídia social que, segundo os autores, “criticam em princípio as medidas de proteção da coroa do governo”. As limitações do estudo incluem viés de amostragem, viés de relatório e viés de confusão, bem como a falta de um grupo de controle. O uso de máscaras, juntamente com outras medidas de precaução, reduz significativamente a propagação de COVID-19 e é considerado seguro para crianças com idade superior a dois anos.

Apesar da Covid-19 ser uma doença nova, com vários vieses e interesses da grande farmácia, não podemos cair às cegas na lábia Bolsonarista, que usa de ais argumentos para realizar a abertura das atividades econômicas, sem nenhuma proteção a classe trabalhadora, como tem feito até o momento em que o Brasil passa dos 250 mil óbitos.

É necessário, antes de tudo, criticar a forma como essa pandemia tem sido gerida por Bolsonaro, governadores e prefeitos. A ausência de testes massivos, rastreamento de infectados, falta de um plano de vacinação concreto, sem falarmos na lacuna quanto a vigilância genômica para a identificação de novas cepas virais n território brasileiro tem causado o efeito de estender por mais tempo essa pandemia.




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