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Em meio à crise, empresários bilionários do ramo de saúde lucram mais ainda com a pandemia

Oito dos nove bilionários que são donos de empresas setor da saúde, como laboratórios e redes de planos de saúde, tiveram seus patrimônios aumentados de 2020 para 2021.

quinta-feira 22 de abril| Edição do dia

IMAGEM: Getty Images

Segundo a última edição do ranking de bilionários da Forbes, há nove brasileiros presentes, cuja área de negócios é a saúde, sendo que desses nove, oito enriqueceram mais ainda em meio a crise sanitária no mundo e no Brasil.

Enquanto diversos trabalhadores brasileiros sofrem com piores condições de vida, esses bilionários tiveram um grande aumento de suas riquezas, como é o caso do fundador da Rede D’Or, de hospitais e laboratórios, Jorge Moll Filho, cujo patrimônio cresceu de 2 bilhões de dólares em 2020 para 11,3 bilhões em 2021.

Parte desse crescimento se vincula com a entrada de capital estrangeiro em empresas dessa área, cuja participação passou a ser permitida em 2015. Dessa forma, diversas empresas que antes situavam-se dispersas, passaram a abrir capital, recebendo um peso ainda maior por parte de investidores de outros países. Com isso, empresas como a Rede D’Or ou a Dasa, da também bilionária deste ramo, Dulce Pugliese de Godoy Bueno, tiveram suas ações fortemente valorizadas na pandemia.

Por outra lado, diante de uma crise econômica e sanitária, diversos pontos seguiram avançando no país para que as condições de exploração de trabalhadores aumenta-se permitindo com que empresas lucrassem mais ainda em virtude da retirada de inúmeros direitos trabalhistas.

Outro aspecto que envolve diretamente os setores de planos de saúde é o próprio fato de que o sistema de saúde público, devido a gestão negacionista de Bolsonaro e também de sucateamento dos golpistas, acaba sendo uma alternativa mais viável para tratamento de doenças, frente as condições cada vez mais degradas que se encontram as unidades de saúde pública.

Enquanto isso, a classe trabalhadora segue aumentando sua carestia de vida, através da alta da inflação, das inúmeras demissões em massa que vem acontecendo através do fechamento de grandes postos de trabalho, como na Ford e LG, das leis que retiram seus direitos trabalhistas, assim como pela via de ataques destinados a saúde e pesquisa pública.




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