RACISMO

Em mais um caso de racismo, supermercado Extra obriga casal negro a esvaziar bolsa

Mais um caso de racismo aconteceu recentemente em uma loja da rede de supermercados Extra. Dessa vez, a loja localizada na zona sul de São Paulo, obrigou uma mulher e homem negros a abrir a bolsa para conferir se eles haviam roubado algo.

sábado 31 de outubro| Edição do dia

Letícia e Edgar, o casal que viveu essa situação enquanto passavam pelo caixa do supermercado, se negaram a abrir a bolsa e somente o fizeram com a presença da polícia. Quando abriram a bolsa foi constatado que dentro dela só havia uma carteira, uma bolsinha com remédios e uma bíblia.

Ao presenciar a cena, o policial militar amenizou o caso dizendo que o que havia acontecido “não é nada fora do normal” pois se tratava de um estabelecimento comercial, deixando evidente a face racista dessa instituição.

Não é a primeira vez que casos absurdos de racismo acontecem nessa e em outras redes de supermercado.

No mês de fevereiro de 2019 um jovem negro foi estrangulado até a morte pelo segurança de um hipermercado Extra no Rio de Janeiro. Nessa ocasião, o delegado que julgou o caso disse que o segurança se excedeu em sua legítima defesa liberando-o após o pagamento da fiança.

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O posicionamento das forças policiais em ambos os casos citados, evidenciam que essas instituições são diretamente responsáveis pela realidade brutal de racismo no Brasil, onde 8 a cada 10 pessoas mortas pela polícia são negras e 2 a cada 3 presos também são negros.

Esses casos não são isolados e são novos exemplos do racismo perpetuado por empresários e instituições, com o aval do presidente Jair Bolsonaro, que recorrentemente realiza discursos de ódio contra negros e outros grupos oprimidos.

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Nos Estados Unidos e em vários outros países, o movimento antirracista Black Lives Matter, voltou a se erguer este ano após o assassinato de George Floyd pela polícia. Mesmo após isso, novos casos de racismo e de brutais violências policiais continuam acontecendo e novos protestos também. Esse movimento e posicionamentos antirracistas são fundamentais para enfrentar essa violência que é estrutural à sociedade capitalista.

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