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CEDAE | Em leilão criminoso, CEDAE é privatizada em meio à pandemia

Terminou agora o leilão da privatização da CEDAE, ocorrido na Bolsa de Valores em São Paulo. O leilão ocorreu mesmo em meio a protestos do lado de fora, e apesar dos protestos dos trabalhadores da CEDAE de ontem no Rio de Janeiro. Os serviços de fornecimento de água e esgoto da capital e de várias cidades do Estado do Rio de Janeiro foi entregue a empresas controladas por nomes do capital financeiro, nacional e internacional.

sexta-feira 30 de abril | Edição do dia

(Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)

O leilão foi dividido em 4 blocos. O Bloco 1 e o Bloco 4 foram vencidos pelo consórcio Aegea, e o Bloco 2 foi vendido ao consórcio Iguá. O Bloco 3 não recebeu propostas.

O Grupo Aegea pagou R$ 8,2 bilhões pelo Bloco 1 e R$ 7,2 bilhões pelo Bloco 4. Já o consórcio Iguá pagou R$ 7,2 bilhões pelo Bloco 2.

O Bloco 1 engloba 18 bairros da Zona Sul da capital e mais 18 municípios do estado. O Bloco 2 engloba os bairros de Barra e Jacarépaguá, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, e mais 2 municípios. O Bloco 4 inclui o Centro e a Zona Norte da capital e mais 8 municípios.

Estiveram presentes no leilão Jair Bolsonaro, bem como outros nomes importantes como Paulo Guedes, Ricardo Salles, a deputada federal Carla Zambelli e o senador Flávio Bolsonaro. Além deles, Cláudio Castro, governador do Rio de Janeiro estava lá e fez um discurso ao final do leilão, bem como realizou a batida do martelo.

Ontem (29/04), ocorreram protestos no Rio de Janeiro de trabalhadores da CEDAE contra a privatização, e a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (ALERJ) chegou a suspender o leilão, porém hoje (30/04) a justiça decidiu que o leilão poderia ocorrer. Na frente da Bolsa de Valores de São Paulo, onde ocorria o leilão, também acontecia uma manifestação contra a privatização da CEDAE.

Nos discursos após o leilão, autoridades como Cláudio Castro, governador do Rio de Janeiro, Nicola Miccione, secretário da casa-civil do Estado do Rio de Janeiro, e Gustavo Montezano, presidente do BNDES, e Paulo Guedes, ministro da Economia, além de outros ministros, fizeram enorme demagogia reivindicando a privatização, um dos maiores das últimas décadas no país, afirmando que iria melhorar a prestação do serviço.

A realidade é que a privatização significa um enorme ataque aos trabalhadores da CEDAE e a prestação de serviço à população, e ao longo da história brasileira significou aumento de preços e piora na qualidade dos serviços. O verdadeiro significado da privatização é que a água e o esgoto de milhões de pessoas no Rio de Janeiro servirão para enriquecer ainda mais os fundos de investimentos e as grandes empresas que ganharam as concessões.




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