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Em assembleia, professores da UFF aprovam paralisação na próxima quarta-feira, dia 24

Nesta segunda (22), docentes da UFF reunidos em assembleia online decidiram por paralisar as atividades, pelo Fora Bolsonaro e Mourão, contra a Reforma Administrativa, em defesa da vida, da educação, dos serviços públicos e pela vacinação já para todas e todos, gratuita e pelo SUS. Professores e professoras irão se aderir no dia 24 de março ao que as centrais sindicais chamam de "‘lockdown’ dos trabalhadores em defesa da vida”.

terça-feira 23 de março| Edição do dia

Foto: ADUFF - Associação dos Docentes da UFF

Professores e professoras da UFF irão se aderir no dia 24 de março a paralisação convocada pelas centrais sindicais. Em nota da ADUFF é dito que "as e os docentes saíram da assembleia com a tarefa de levar o debate para seus departamentos e para os estudantes, pensando formas de dar visibilidade à data e ao enfrentamento ao governo da morte, pelo Fora Bolsonaro, contra a Reforma Administrativa, em defesa da vida, da Educação, dos serviços públicos e pela vacinação já para todas e todos, gratuita e pelo SUS. O dia de paralisação dos trabalhadores também defende um auxílio-emergencial digno para a população, política indispensável para garantir medidas efetivas de isolamento social, considerada por especialistas como fundamental e urgente no país diante do aumento exponencial no número de casos e de mortes por covid-19 no Brasil"

O chamado dia de "lockdown", foi convocado pela CUT e a CTB, dirigidas pelo PT e PCdoB, que pretendem deixar para o trabalhador decidir individualmente se vai ou não ficar em casa, sem decisão coletiva, sem respaldo sindical. No entanto, os professores apontam um caminho de auto-organização importante, organizando uma assembleia para preparar o dia.

Leia mais sobre:3 mil mortos por dia: o que as centrais estão esperando para armar a mobilização do dia 24?

É urgente a organização dos trabalhadores para que seja exigido das suas direções o fim da passividade começando pelo dia 24, mesmo com as dificuldades da pandemia, com assembleias e reuniões de base presenciais ou virtuais de acordo com as possibilidades e com cada categoria, impondo também a formação de Comissões de Higiene e Segurança Sanitária, auto organizadas pelos trabalhadores para averiguar e implementar todas as medidas de segurança necessárias nos locais de trabalho, especialmente entre os setores da linha de frente.

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